Basilisco “Jesus Cristo”, o lagarto que corre sobre a água
Entre os lagartos que habitam as florestas tropicais das Américas, poucos chamam tanta atenção quanto o basilisco.
Entre os lagartos que habitam as florestas tropicais das Américas, poucos chamam tanta atenção quanto o basilisco.
Esse réptil, do gênero Basiliscus, é real e não apenas personagem de ficção, destacando-se por sua habilidade de correr sobre a água, por sua forte associação a ambientes úmidos e por adaptações anatômicas e comportamentais que lhe permitem sobreviver em florestas quentes e densas.
O que é o lagarto basilisco e em quais ambientes ele vive?
O basilisco pertence à família Corytophanidae e inclui quatro espécies principais: o comum, o verde, o ocidental e o marrom. Elas ocorrem sobretudo na América Central e no norte da América do Sul, em países como Brasil, Colômbia, Panamá e Costa Rica.
Seu habitat típico são florestas tropicais úmidas, próximas a riachos, igarapés e lagos de águas calmas. Em muitos locais, podem ser vistos em galhos sobre a água ou na vegetação ciliar, e o basilisco marrom já foi introduzido e se estabeleceu em partes da Flórida.

Como o basilisco consegue se locomover sobre a água?
O apelido “lagarto Jesus Cristo” vem da capacidade de correr sobre a superfície da água por alguns metros. Isso se deve a patas traseiras longas, com dedos dotados de franjas laterais que se abrem em contato rápido com a água.
Durante a corrida, o animal eleva o corpo e golpeia a superfície em alta frequência, criando cavidades de ar sob os pés e retardando o afundamento. Jovens, por serem mais leves, tendem a percorrer distâncias maiores, usando essa habilidade como estratégia eficiente de fuga de predadores.

Como é o comportamento e a alimentação do basilisco no dia a dia?
O basilisco é diurno e alterna períodos de descanso, exposição ao sol para termorregulação e busca de alimento, sempre atento a aves de rapina, serpentes e pequenos mamíferos. Em risco moderado, foge para o interior da vegetação; em ameaças diretas, salta rumo à água.
Sua dieta é ampla e oportunista, variando conforme a disponibilidade local de recursos, e inclui diferentes tipos de alimento que sustentam o animal ao longo do ano, sobretudo em ambientes de grande diversidade.
- Insetos (gafanhotos, besouros, formigas) e outros invertebrados;
- Frutos pequenos, brotos e partes macias de plantas;
- Ocasionalmente, pequenos vertebrados, como filhotes de outros lagartos.
Qual é o porte e a aparência do lagarto basilisco?
O porte é considerado médio, podendo alcançar cerca de 70 a 75 cm de comprimento total, com cauda longa que auxilia no equilíbrio em terra e na água. O corpo é esguio, com membros longos e cabeça relativamente pequena, às vezes com cristas bem evidentes.
A coloração varia entre verde intenso, marrom e tons bege, muitas vezes com faixas e manchas que favorecem a camuflagem. Ao permanecer imóvel entre folhagens e sombras, o basilisco reduz a chance de ser detectado e só recorre à fuga rápida quando a camuflagem falha.
Confira o registro do National Geographic do momento em que o lagarto anda sobre a água:
Qual é o estado de conservação e quais cuidados o basilisco exige em cativeiro?
De acordo com a IUCN, a maioria das espécies de lagarto basilisco está classificada como “Pouco Preocupante”, embora o desmatamento e a degradação de florestas possam causar impactos locais. Monitoramentos regionais seguem importantes para detectar possíveis declínios.
O interesse no comércio de animais de estimação exige manejo responsável em terrários, com controle rigoroso de umidade, temperatura, espaço e iluminação.
A coleta deve ser legal e sustentável, e o estudo do basilisco segue contribuindo para a compreensão da biodiversidade e para ações de conservação em florestas tropicais.
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