Aviões fogem desse oceano por um motivo assustador
Decisão das companhias aéreas envolve cálculo que a maioria desconhece
Quem já reparou em mapas de rotas aéreas internacionais talvez tenha notado algo curioso: muitos voos longos “dão a volta” pelo norte do planeta em vez de cortar direto o Oceano Pacífico. Essa escolha tem tudo a ver com segurança, economia e até com o jeito que a Terra é desenhada nos mapas.
Por que o Oceano Pacífico é tão evitado em grandes rotas?
O Oceano Pacífico é o maior e mais profundo do planeta, o que cria um desafio simples: falta de aeroportos próximos para pousos de emergência em enormes trechos de água. Em caso de pane grave, mal súbito de passageiro ou problema estrutural, cada minuto até o solo conta.
Sobrevoar áreas com mais terra firme aumenta bastante as chances de chegar rápido a um aeroporto. Mesmo com motores modernos capazes de voar por horas com apenas um deles funcionando, imprevistos a bordo ainda obrigam muitos voos a desviarem antes do previsto.

Por que a linha reta no mapa não é o caminho mais curto?
Muita gente imagina que a menor distância entre dois pontos em um mapa é sempre uma linha reta, mas essa lógica não funciona quando se fala de um planeta esférico como a Terra. As companhias aéreas seguem o chamado “caminho em arco”, que parece curvo no mapa plano, mas é justamente o trajeto mais curto sobre o globo real.
Voos entre América do Norte e Ásia, por exemplo, tendem a se aproximar dos polos em vez de cruzar o Pacífico de ponta a ponta. Trechos curvos otimizam consumo e reduzem custos operacionais, o que pesa muito no planejamento das companhias.
O que a rotação da Terra tem a ver com a duração do voo?
Outro fator pouco comentado é a direção do voo em relação à rotação da Terra: deslocamentos no sentido oeste-leste tendem a ser mais rápidos que o contrário. A superfície se move a cerca de 1.600 km/h na linha do Equador, e os aviões voam dentro da atmosfera, que gira junto com o planeta.
Principais pontos sobre como a rotação afeta os voos:
- Terra gira de oeste para leste constantemente em alta velocidade
- Jatos comerciais voam por volta de 900 km/h, mais lentos que a rotação
- Indo contra o fluxo geral, o voo tende a durar mais; acompanhando, costuma ser mais rápido
Curioso sobre aviação? Assista o vídeo abaixo:
Como as correntes de jato influenciam as rotas aéreas?
Lá no topo da troposfera, existem corredores de vento fortíssimos chamados correntes de jato, que funcionam quase como “tapetes rolantes” de ar em alta velocidade. Essas correntes se movem principalmente de oeste para leste e podem chegar a cerca de 130 a 225 km/h.
Esses fatores mostram que evitar o Oceano Pacífico em muitas rotas não é superstição, mas resultado de cálculos cuidadosos de segurança, distância e ventos. Para quem gosta desse tipo de tema, explorar outras curiosidades sobre aviação e mapas pode revelar ainda mais surpresas sobre viagens de longa distância.
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