Ave extinta pode entrar para história como primeira espécie a voltar à vida após mais de 300 anos

01.02.2026

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Ave extinta pode entrar para história como primeira espécie a voltar à vida após mais de 300 anos

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5 minutos de leitura 16.12.2025 10:04 comentários
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Ave extinta pode entrar para história como primeira espécie a voltar à vida após mais de 300 anos

Entre laboratórios de alta tecnologia e debates acalorados, a possibilidade de trazer o dodô de volta à vida deixou de ser ficção científica.

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Ave extinta pode entrar para história como primeira espécie a voltar à vida após mais de 300 anos
Dodô, ave extinta a mais de 300 anos (Imagem criada por IA)

Entre laboratórios de alta tecnologia e debates acalorados, a possibilidade de trazer o dodô de volta à vida deixou de ser apenas ficção científica e passou a integrar a agenda de grandes empresas de biotecnologia.

A ave, extinta há mais de 300 anos, tornou-se símbolo da discussão sobre se a extinção é um caminho sem volta e sobre como avanços em sequenciamento genético e edição de ADN podem mudar o futuro da conservação.

O que o regresso do dodô revela sobre a biotecnologia moderna

O chamado regresso do dodô resume um conjunto de etapas complexas que começam com a reconstrução do genoma da ave a partir de material preservado em museus.

Esse ADN antigo é comparado com o de espécies aparentadas, como pombas modernas, para preencher lacunas e corrigir danos acumulados ao longo dos séculos.

Com um genoma de referência, entram em cena ferramentas como CRISPR e outras técnicas de engenharia genética para transformar células de aves atuais em células que carreguem características próximas às do dodô.

O resultado não é uma cópia perfeita, mas um organismo muito similar, capaz de desempenhar funções ecológicas parecidas e servir como modelo para projetos de desextinção de outras espécies.

Como o regresso do dodô poderia acontecer na prática

Na prática, o regresso do dodô envolve transformar células-tronco de uma ave viva em células germinativas modificadas com um genoma “estilo dodô”.

Essas células seriam introduzidas em embriões de uma espécie hospedeira, como a pomba de Nicobar, permitindo gerar ovos com material genético editado.

Esse processo exige etapas cuidadosamente planejadas, que vão da biologia molecular ao manejo em cativeiro e à avaliação ecológica do habitat de origem, como a ilha Maurício, hoje bastante alterada.

Entre as principais fases previstas estão:

  • Sequenciamento e montagem do genoma com comparação entre ADN antigo e o de aves atuais.
  • Edição genética para aproximar o ADN moderno do padrão estimado do dodô.
  • Produção e incubação de embriões com monitoramento rigoroso do desenvolvimento.
  • Adaptação comportamental envolvendo estudos de alimentação, socialização e defesa.

Quais são os riscos e benefícios desse processo?

Os possíveis benefícios incluem o desenvolvimento de técnicas diretamente aplicáveis à conservação de espécies ameaçadas hoje, reforçando populações com indivíduos mais resistentes a doenças ou ao clima.

Esses métodos também podem ajudar a restaurar funções ecológicas perdidas em determinados ambientes.

Por outro lado, há preocupações sobre impactos em ecossistemas já modificados, competição com espécies atuais e a falsa sensação de que a ciência pode “consertar” qualquer dano ambiental.

O debate ético destaca a necessidade de avaliações de risco contínuas e de políticas que priorizem evitar novas extinções em vez de depender da desextinção como solução.

Como o regresso do dodô pode influenciar a conservação no cotidiano

O interesse público em projetos como o do dodô aumenta a visibilidade de temas como proteção de habitats, consumo responsável e redução de desperdícios.

Notícias sobre avanços na desextinção funcionam como porta de entrada para discussões mais amplas sobre biodiversidade e mudanças climáticas.

No dia a dia, pequenas escolhas podem se alinhar aos objetivos da conservação moderna, aproximando ciência de práticas concretas. Entre as atitudes recomendadas estão:

  1. Preferir produtos com menor impacto ambiental, como itens reutilizáveis e embalagens recicláveis.
  2. Reduzir o desperdício de alimentos, planejando compras e aproveitando melhor os ingredientes.
  3. Valorizar empresas e iniciativas que apoiam projetos de preservação e restauração de áreas naturais.
  4. Buscar informação de qualidade sobre biodiversidade, desmatamento e energia limpa.

Leia também: Casca de laranja e cravo-da-índia: para que serve colocá-los num frasco dentro de casa

Que lições ficam para o futuro da vida no planeta

O dodô tornou-se um símbolo de dois caminhos opostos: a destruição causada pela ação humana e o esforço de restaurar parte do que foi perdido.

Projetos de desextinção mostram que tecnologia avançada só faz sentido se acompanhada de responsabilidade ecológica e mudanças de comportamento.

Em 2025, o debate em torno dessa ave reforça a ideia de que decisões humanas, das políticas públicas às escolhas domésticas, influenciam diretamente o destino de inúmeras espécies.

A história do dodô passa a ser um alerta e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para repensar nossa relação com a vida no planeta.

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