As novas evidências da pirâmides de Gisé que mudam completamente o rumo da história
Método de erosão relativa sugere que a Grande Pirâmide de Gizé teria sido construída milhares de anos antes do que indicam os estudos
A grande pirâmide de Gizé sempre foi cercada de mistério, mas um engenheiro italiano reacendeu esse debate ao propor que a pirâmide de Quéops pode ser muito mais antiga do que aceitam os estudos tradicionais, usando um método próprio baseado na erosão das rochas calcárias.
Quem é Alberto Donini e por que sua pesquisa gera polêmica
Alberto Donini é engenheiro formado pela Universidade de Bolonha desde 1990, com atuação em mecânica, máquinas de fluídos e estruturas de concreto armado, além de experiência como professor e consultor técnico. Paralelamente, sempre manteve forte interesse por civilizações antigas, o que o levou a estudar com afinco o Egito.
Entre 2021 e 2025, participou como palestrante em simpósios de paleoastronáutica em Rimini, apresentando trabalhos sobre enigmas históricos. A combinação de formação em engenharia com curiosidade por mistérios do passado resultou em um relatório detalhado sobre a datação da pirâmide de Quéops, que ganhou destaque na mídia internacional ao propor idades muito diferentes da cronologia aceita.

Como funciona o método RAM de erosão relativa criado por Donini
Para estimar a idade da pirâmide, Donini criou o método RAM, um modelo de datação por erosão relativa que compara o desgaste de duas superfícies de calcário similares, expostas ao ambiente por tempos diferentes. A premissa é que partes protegidas pelo antigo revestimento e partes sempre a céu aberto sofreram erosão em proporção ao tempo de exposição.
As pedras de revestimento teriam colapsado ou sido removidas há cerca de 675 anos para uso em construções no Cairo. Assim, o engenheiro mede a erosão em áreas descobertas apenas nesse período recente e a compara com superfícies vizinhas supostamente expostas desde a construção original, assumindo que o volume de material perdido é proporcional ao tempo decorrido.

Como foram feitas as medições de erosão na Grande Pirâmide
Donini concentrou o estudo nas pedras do pavimento em torno da base da pirâmide, onde se apoiava a fileira inferior do antigo revestimento liso. Ali ainda se distinguem bem zonas que permaneceram cobertas por séculos e áreas continuamente expostas, às vezes dentro do mesmo bloco, o que facilita a comparação direta.
Ele dividiu as medições em dois grupos: superfícies expostas apenas nos últimos 675 anos e superfícies supostamente expostas desde a construção. Esse procedimento foi repetido em 12 pontos, quantificando o volume de cavidades e reentrâncias causadas pela erosão para alimentar os cálculos numéricos do método RAM.
Quais resultados Donini obteve e que questões eles levantam
Em um exemplo, uma área exposta por 675 anos apresentaria cerca de 10.081 mm³ de cavidades, enquanto uma área vizinha mostraria em torno de 85.260 mm³. Aplicando uma regra de três simples, Donini chega a aproximadamente 5.578 anos de exposição, algo próximo de 3.683 a.C., já um pouco anterior à cronologia egípcia tradicional.
Repetindo o cálculo nos 12 pontos, os valores variam muito: ele sugere que a pirâmide poderia ter sido construída entre cerca de 8.954 e 36.878 a.C., com média em torno de 22.916 a.C. Essa amplitude enorme e a hipótese de uma taxa de erosão quase linear ao longo de milênios levantam dúvidas sobre a precisão do método, sobretudo diante de métodos consagrados como radiocarbono e registros históricos, que apontam idade em torno de 4.600 anos.
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Por que a comunidade científica é cautelosa e o que estaria em jogo
O método RAM não é reconhecido oficialmente pela geologia ou pela arqueologia, não passou por revisão por pares e não há aplicações consolidadas em outros monumentos. Além disso, a suposição de erosão aproximadamente constante ignora mudanças significativas de clima, umidade e química ambiental no planalto de Gizé ao longo de milhares de anos.
Mesmo assim, se a pirâmide fosse realmente muito mais antiga, isso exigiria revisar profundamente nossa visão sobre o desenvolvimento de sociedades complexas. Nesse cenário hipotético, seriam afetadas várias áreas de pesquisa, desde a confiança em determinados métodos de datação até a forma como entendemos a evolução de tecnologias construtivas e de organização social no antigo Egito e em outras regiões. Textos antigos, achados arqueológicos e cronologias comparativas teriam de ser reexaminados, e novas interpretações poderiam surgir tanto para os monumentos egípcios quanto para outras culturas que, hoje, são consideradas posteriores à era dos faraós.
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