A cidade que sumiu do mapa e ninguém sabe onde procurar
Círculos de água, templos gigantes e um império que desapareceu de uma vez
Por trás de quase todo grande mistério, sempre existe uma boa história. Com Atlântida, a coisa escala para outro nível: uma suposta supercivilização afundada, deuses furiosos, mapas antigos, vulcões, triângulos misteriosos e até Google entrando na jogada.
O que tornava Atlântida tão especial e diferente?
De acordo com os relatos clássicos, Atlântida seria uma ilha gigantesca cercada por círculos de terra e água, muralhas enormes e um templo dedicado a Poseidon. A descrição fala de uma arquitetura planejada, com canais, túneis, pontes, áreas militares e banhos públicos.
Além do visual grandioso, a cidade perdida seria um centro de tecnologia avançada para a época, com sistemas de irrigação, solo fértil e exploração intensa de metais. Essa combinação de riqueza e poder militar alimenta até hoje teorias que vão desde intervenções divinas até hipóteses extraterrestres.

Atlântida existiu mesmo ou era só filosofia de Platão?
A primeira vez que o nome apareceu por escrito foi nos diálogos Timeu e Crítias, de Platão, por volta do século IV a.C. O filósofo se basearia em uma história antiga, que teria passado de um sacerdote egípcio para Sólon, depois para sua família.
Para muitos estudiosos, poderia ter sido apenas um recurso narrativo usado por Platão para discutir poder e queda de impérios. Outros enxergam paralelos com a civilização minoica, destruída pela erupção do vulcão de Santorini e por tsunamis devastadores.
Quais teorias conectam Atlântida às Américas e outros povos?
Com as grandes navegações, exploradores passaram a imaginar que Atlântida poderia ser um continente desaparecido no Atlântico. Sem registros escritos dos povos indígenas acessíveis, muita gente usou o mito como explicação para civilizações complexas encontradas aqui.
Várias interpretações problemáticas surgiram ao longo dos séculos:
- Continente destruído pelo mesmo dilúvio bíblico, unindo mito grego e tradição judaico-cristã
- Hipótese de que os maias teriam ligação com sobreviventes, sugerindo “origem externa”
- Teorias raciais do século XIX usando o mito como berço de “raça superior”
- Visão que minimizava o protagonismo indígena atribuindo realizações a civilização anterior
Quer entender o mistério? Veja um vídeo com as principais teorias:
Google Ocean e Triângulo das Bermudas revelaram pistas reais?
No século XX, oceanógrafos começaram a usar sondas para buscar sinais de cidade submersa. Pesquisadores como Charles Berlitz relacionaram o mito ao Triângulo das Bermudas, e estruturas de pedra simétricas foram descobertas perto das Bahamas a mais de 600 metros de profundidade.
Em 2009, um engenheiro encontrou no Google Ocean um desenho retangular com linhas que pareciam ruas no fundo do mar, perto da costa africana. O Google afirmou serem marcas de varredura dos navios, mas a descoberta virou combustível para novas teorias que mantêm o mistério vivo.
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