A cenoura original não era da cor laranja
A cor alaranjada, vista hoje como padrão, é resultado de um processo histórico de seleção agrícola, e não da forma original do vegetal.
Entre as hortaliças mais consumidas no mundo, a cenoura ocupa lugar de destaque. Presente em feiras e supermercados, aparece em preparações salgadas e doces, crua ou cozida.
A cor alaranjada, vista hoje como padrão, é resultado de um processo histórico de seleção agrícola, e não da forma original do vegetal.
Como a cenoura laranja surgiu ao longo da história?
As primeiras cenouras cultivadas tinham predominância de tons arroxeados, ricos em antocianinas, pigmentos também presentes no repolho roxo e em algumas uvas.
Com o tempo, surgiram variações naturais mais claras, como cenouras brancas e amarelas, com menor teor desses pigmentos escuros. A partir dessas variantes, agricultores passaram a selecionar raízes com sabor mais suave, textura menos fibrosa e formato mais grosso.
O cruzamento sucessivo de cenouras brancas e amarelas favoreceu o aumento do betacaroteno, responsável pelo tom alaranjado, consolidando a cenoura laranja como resultado de um longo melhoramento genético humano.

Por que a cenoura laranja se tornou tão popular?
A variedade alaranjada ganhou espaço na Europa, especialmente em regiões que hoje correspondem à Holanda. Suas raízes mais volumosas, maior rendimento por área plantada e sabor adocicado favoreceram a adoção por produtores e consumidores.
O alto teor de betacaroteno, precursor da vitamina A, reforçou sua imagem como alimento benéfico para visão, pele e imunidade. Há ainda registros que relacionam sua difusão à simbologia da Casa de Orange-Nassau, o que teria fortalecido sua identidade visual e política no contexto holandês.
A cenoura sempre foi laranja ou existem outras cores?
A ideia de que a cenoura é naturalmente laranja ignora a ampla diversidade agrícola da espécie. Variedades roxas, brancas, amarelas e vermelhas continuam sendo cultivadas, tanto comercialmente quanto por produtores que preservam linhagens tradicionais.
Essas versões coloridas vêm ganhando espaço em feiras especializadas e na gastronomia, ajudando a resgatar a história da domesticação da cenoura. Para entender melhor essas diferenças, vale observar algumas características típicas de cada cor.
- Cenoura roxa: rica em antocianinas, pode ter miolo claro ou inteiramente escuro.
- Cenoura amarela: menor teor de betacaroteno, sabor suave e delicado.
- Cenoura branca: quase sem pigmentos, textura macia e discreta no sabor.
- Cenoura vermelha: pode conter licopeno, pigmento também presente no tomate.
O canal Laboratório 2000 explicou detalhadamente qual é a cor original das cenouras:
Quais benefícios nutricionais a cenoura pode oferecer?
A cenoura laranja é fonte importante de betacaroteno, transformado em vitamina A pelo organismo, essencial à visão, à integridade da pele e às defesas imunológicas. A presença de fibras contribui para o bom funcionamento intestinal e para maior sensação de saciedade.
Variedades coloridas podem fornecer ainda compostos antioxidantes, como antocianinas e licopeno, associados à proteção celular. Incluí-la regularmente na alimentação, com preparos variados, ajuda a diversificar nutrientes e cores no prato.
Como aproveitar melhor a cenoura no dia a dia?
A cenoura pode ser usada crua ou cozida em saladas, refogados, sopas, sucos, bolos e purês. A forma de preparo interfere na preservação de nutrientes e na textura, o que torna útil adotar alguns cuidados simples na cozinha.
- Alternar crua e cozida: variar entre saladas, sucos, sopas e refogados melhora o aproveitamento nutricional.
- Usar cortes menores no cozimento: pedaços pequenos cozinham mais rápido e preservam melhor textura e nutrientes.
- Preferir o cozimento no vapor: ajuda a reduzir perdas de vitaminas sensíveis ao calor.
- Manter parte da casca quando possível: bem higienizada, concentra fibras e compostos benéficos.
- Variar receitas: bolos, patês e conservas facilitam o consumo em diferentes refeições.
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