A ave marinha com a chocante habilidade de vomitar óleo
O pardelão-prateado desperta interesse por um comportamento raro entre aves marinhas: a capacidade de vomitar óleo como defesa
O pardelão-prateado desperta interesse por um comportamento raro entre aves marinhas: a capacidade de vomitar óleo como defesa.
Essa estratégia, ligada à dieta rica em gordura e ao ambiente oceânico hostil, combina proteção química e reserva energética. A espécie tornou-se um modelo em estudos de adaptação e sobrevivência no mar aberto.
Quais são as características gerais do pardelão-prateado?
O pardelão-prateado é uma ave marinha que vive sobretudo em alto-mar, aproximando-se da costa na época reprodutiva. Plumagem em tons de cinza e branco favorece a camuflagem sobre as ondas, dificultando a detecção por predadores aéreos e aquáticos.
As asas longas e estreitas permitem planeios prolongados, reduzindo o gasto de energia. A espécie alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos e outros organismos de superfície, seguindo correntes ricas em nutrientes para maximizar a oferta de alimento.
🇧🇷Pardelão-prateado
— Aves do Brasil (@brasil_aves) December 21, 2025
🌎Fulmarus glacialoides
Conservação: Pouco Preocupante
O pardelão-prateado é uma ave procellariiforme da família Procellariidae.
📷 Rafael Cerqueira pic.twitter.com/Jria9DO3g8
Por que o pardelão-prateado vomita óleo?
O vômito de óleo atua principalmente como defesa contra predadores e intrusos próximos ao ninho. Quando ameaçada, a ave regurgita uma substância oleosa de forte odor, capaz de sujar penas ou pelagem do agressor, prejudicando voo, flutuação e isolamento térmico.
Adultos e filhotes podem usar esse recurso em encostas ou ilhas isoladas, onde o risco de ataque terrestre é maior. Em menor escala, o comportamento também pode aliviar desconfortos digestivos, mas a função defensiva é a mais documentada em estudos.
Como o pardelão-prateado produz e utiliza o óleo?
O óleo é gerado em porções especializadas do trato digestivo, a partir da concentração de gorduras da dieta. Em condições normais, funciona como reserva energética densa, essencial para longas travessias oceânicas e períodos de escassez alimentar.
Quando perturbada, a ave contrai a musculatura digestiva e empurra o óleo de volta pelo esôfago, direcionando o jato ao agressor. A eficiência depende da quantidade de lipídios ingeridos, do estado de saúde e da intensidade da ameaça percebida.
Quais são os efeitos do vômito de óleo em predadores e no ambiente?
O óleo adere às penas ou à pelagem de predadores, reduzindo impermeabilidade e capacidade de isolamento em ambientes frios e úmidos. Em animais marinhos, pode comprometer flutuação e mobilidade, obrigando o agressor a gastar tempo na limpeza e abandonando o ataque.
No ambiente, o volume expelido é pequeno e localizado, sem comparação com derramamentos industriais. Trata-se de uma substância biológica rapidamente diluída e degradada por microrganismos marinhos, com impacto limitado no ecossistema.
Confira o registro do canal Rathlin Stickybeak do pardelão-prateado vomitando:
Quais curiosidades ajudam a entender essa adaptação?
Alguns aspectos comportamentais e ecológicos ajudam a contextualizar essa defesa química e seu papel na dinâmica das colônias. Eles reforçam como o pardelão-prateado integra fisiologia, comportamento e ambiente em uma única estratégia adaptativa.
- O vômito de óleo é mais eficaz em ataques de curta distância, como em ninhos.
- Em colônias, várias aves podem vomitar em sequência, ampliando o efeito.
- A dependência de presas ricas em gordura torna a espécie sensível a mudanças na cadeia alimentar.
- A combinação de voo de longa distância e defesa química ilustra forte especialização ao ambiente oceânico.
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