“70% do cosmos é energia escura e 26% matéria escura. Ainda não sabemos quais são, mas a física vai revelar em cerca de 10 anos.”
Teoria cientifica aponta que a origem do universo está associado ao chamado Big Bang ocorrido há cerca de 13,8 a 14 bilhões de anos.
O interesse pelo origem do universo continua a crescer em 2025, impulsionado tanto pelos avanços da física moderna quanto pela curiosidade básica de compreender de onde veio tudo o que existe, combinando ciência, observação astronômica e modelos teóricos que descrevem a evolução do cosmos desde seus primeiros instantes até o cenário atual.
O que a ciência entende hoje sobre o origem do universo
De acordo com o modelo cosmológico padrão, o origem do universo está associado ao chamado Big Bang, um estado inicial extremamente denso e quente, ocorrido há cerca de 13,8 a 14 bilhões de anos.
Esse termo não descreve uma explosão em um ponto do espaço, mas sim a expansão do próprio espaço em todas as direções, permitindo o surgimento gradual de estruturas cósmicas.
À medida que o cosmos se expandia e resfriava, tornou-se possível a formação de partículas estáveis, átomos e, posteriormente, estrelas e galáxias.
Observações da radiação cósmica de fundo em micro-ondas e do afastamento das galáxias reforçam esse quadro, oferecendo evidências diretas da evolução do universo desde fases muito jovens.
Confira no vídeo abaixo a animação da simulação do Big Bang.
Quais etapas marcam os primeiros instantes do universo
Para entender melhor o origem do universo, os pesquisadores costumam dividir a história cósmica em fases, cada uma caracterizada por diferentes temperaturas, densidades e formas de matéria e energia.
Mesmo que alguns detalhes permaneçam incertos, existe um consenso geral sobre a sequência básica de eventos, apoiado em dados observacionais e em teorias consolidadas da física.
Essas etapas ajudam a conectar previsões teóricas com sinais medidos por telescópios e detectores, oferecendo um mapa simplificado da evolução inicial do cosmos.
Entre as fases mais estudadas, destacam-se:
- Era da inflação: expansão extremamente rápida do espaço em um intervalo de tempo muito curto.
- Plasma primordial: período em que matéria e radiação formavam um fluido quente e denso, com partículas ainda fortemente acopladas.
- Nucleossíntese: fase em que se formaram os primeiros núcleos leves, como hidrogênio, hélio e traços de lítio.
- Desacoplamento da radiação: momento em que fótons passaram a viajar livremente, originando a radiação cósmica de fundo.
- Formação de estruturas: condensação gradual da matéria em galáxias, aglomerados e outras estruturas em grande escala.
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— Night Sky Today (@NightSkyToday) December 8, 2025
Do que é feito o universo segundo a cosmologia atual
Ao investigar o origem do universo, os cientistas também procuram responder do que o cosmos é composto, combinando medições cosmológicas com física de partículas.
As observações indicam que a matéria comum representa apenas uma pequena fração do conteúdo total, enquanto componentes invisíveis gravitam e influenciam a expansão cósmica.
Esses componentes adicionais são conhecidos como matéria escura e energia escura, embora sua natureza física detalhada ainda seja desconhecida.
Diversos experimentos em andamento, em laboratórios subterrâneos e observatórios astronômicos, buscam pistas que possam esclarecer quais partículas ou campos estariam por trás desses fenômenos.
- Matéria bariônica: formada por átomos e partículas conhecidas, responsável por estrelas, planetas e seres vivos.
- Matéria escura: componente que não emite luz, mas exerce gravidade, ajudando a manter galáxias e aglomerados coesos.
- Energia escura: forma de energia associada à aceleração da expansão do universo em grandes escalas cósmicas.
Qual é a relação entre relatividade, mecânica quântica e origen del universo
O estudo do origem do universo exige a combinação de duas grandes teorias: a relatividade geral, que descreve a gravitação e a curvatura do espaço-tempo, e a mecânica quântica, que governa o comportamento das partículas em escalas microscópicas.
Em condições extremas, como as do Big Bang, ambas precisam atuar ao mesmo tempo, tornando o problema especialmente desafiador.
Grande parte da cosmologia moderna é construída sobre a relatividade, que permite calcular como o espaço se expande e como a matéria influencia essa expansão.
Ao mesmo tempo, a física de partículas descreve processos como produção, aniquilação e decaimento de partículas no universo primordial, enquanto pesquisas em gravidade quântica e teoria de cordas tentam unificar essas descrições em um único quadro teórico.
O que ainda não se sabe sobre o origem e o destino do universo
Apesar dos avanços, o oorigem do universo segue cercado de questões em aberto, incluindo se o cosmos teve realmente um “começo” definido ou se o Big Bang foi apenas uma fase de transição em um ciclo maior.
Também permanecem em debate cenários sobre o destino final, como expansão eterna, colapso futuro ou transformações ainda não descritas em detalhe pelas teorias atuais.
As próximas décadas devem trazer novos dados, graças a telescópios mais sensíveis, missões espaciais e experimentos de alta energia.
Entre os principais pontos em investigação, destacam-se temas que podem redefinir nossa compreensão da história cósmica:
- A origem da inflação cósmica e o que a teria disparado.
- A natureza exata da matéria escura e da energia escura.
- A existência ou não de universos múltiplos, sugerida por alguns modelos teóricos.
- A formulação consistente de uma teoria de gravidade quântica.
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