Esses carros perdem muito do valor em só três anos e ninguém quer comprar usado
A depreciação automotiva está relacionada a diversos fatores que vão além da simples passagem do tempo
A desvalorização de veículos é um dos fatores mais importantes a considerar na hora de comprar um carro novo ou seminovo. Alguns modelos perdem valor de forma muito mais acelerada que outros, impactando diretamente o bolso do proprietário.
Por que alguns carros desvalorizam mais rapidamente que outros?
A depreciação automotiva está relacionada a diversos fatores que vão além da simples passagem do tempo. Características específicas de cada modelo influenciam diretamente sua perda de valor.
Os principais elementos que aceleram a desvalorização incluem:
- Custo elevado de manutenção e peças de reposição, que afasta compradores de veículos usados e reduz a demanda no mercado secundário.
- Baixa confiabilidade mecânica e histórico de problemas recorrentes, criando má reputação e resistência entre potenciais compradores.
- Consumo excessivo de combustível em modelos que não compensam com tecnologia ou desempenho, tornando-os menos atrativos economicamente.
- Design datado ou mudanças frequentes de geração, fazendo com que versões anteriores percam rapidamente o apelo visual e tecnológico.
Qual o primeiro modelo que perde valor de forma acelerada no mercado brasileiro?
O Citroën C4 Lounge figura entre os sedãs que mais desvalorizam no Brasil. Apesar do acabamento interessante e conforto razoável, o modelo sofre com a falta de credibilidade da marca no país.
A combinação de manutenção cara, peças importadas difíceis de encontrar e baixa procura no mercado de usados faz com que proprietários percam até 60% do valor em apenas três anos. A descontinuação de alguns modelos da marca no Brasil agravou ainda mais essa situação.
O canal Esquina Motors divulgou um vídeo mostrando um Citroën C4 Lounge 1.6 Exclusive. Veja o vídeo a baixo:
Quais características fazem o segundo modelo perder tanto valor?
O Jeep Renegade nas versões mais básicas apresenta desvalorização surpreendente para um SUV. O modelo enfrenta problemas de imagem relacionados à qualidade de construção e confiabilidade mecânica.
Os fatores que contribuem para sua rápida perda de valor incluem:
- Recall frequentes e problemas reportados em diversos sistemas, desde transmissão até componentes eletrônicos, gerando insegurança nos compradores.
- Consumo de combustível elevado sem entregar desempenho proporcional, especialmente nas versões com motor 1.8 flex aspirado.
- Custo de revisões acima da média da categoria, com mão de obra especializada e peças originais de valor significativo.
- Concorrência forte de modelos mais confiáveis e econômicos, que oferecem melhor custo-benefício no mercado de seminovos.
Veja o vídeo abaixo da Basso Multimarcas mostrando um Jeep Renegade 1.8 16v Flex:
Como o terceiro modelo se tornou referência negativa em desvalorização?
O Fiat Toro nas versões diesel sofre com depreciação acentuada, especialmente após os primeiros anos de uso. A picape que prometia inovação acabou enfrentando resistência do mercado.
A manutenção complexa do motor turbodiesel, somada a problemas de injeção eletrônica e sistema de arrefecimento, cria receio nos compradores. O alto custo para manter o veículo rodando, aliado à concorrência de picapes mais tradicionais e confiáveis, faz com que a Toro perca facilmente 50% do valor em quatro anos.
Veja o vídeo abaixo oficial da Fiat mostrando a picape Fiat Toro:
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