Quanto rende investir em imóveis nas maiores capitais do Brasil
Em algumas cidades, o rendimento foi mais que o dobro do CDI, segundo estudo da FGV/Ibre em parceria com o QuintoAndar
Muita gente costuma repetir o bordão de que “imóvel não é investimento”. Quem diz isso certamente não está acompanhando os números mais recentes do mercado imobiliário.
Um estudo realizado pela FGV/Ibre, em parceria com a startup QuintoAndar, mostra que os imóveis nas três capitais mais ricas do país – São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte – renderam em média 19,1%, em 2024, um índice bastante superior ao rendimento do CDI no mesmo período, que foi de 10,88%.
Esse resultado foi colhido por quem investiu em imóveis para locação, já que as três cidades passaram por um período em que se somaram a valorização dos aluguéis, a maior demanda por habitação e o encarecimento do crédito para o consumidor final.
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Aluguel
Como resultado, o valor dos aluguéis subiu em média 6,2%. Os 12,9% restantes vieram da valorização do metro quadrado nessas três cidades. A pesquisa mostra que a rentabilidade dos imóveis já ultrapassou os padrões pré-pandemia.
Claro que os resultados não são tão espetaculares em todas as regiões do país. A média nacional de rentabilidade foi de 6,2%, esse valor sim, bem abaixo do CDI.
Isso que mostra que investir em imóveis pode ser um excelente negócio, mas exige pesquisa e uma boa avaliação das perspectivas de cada mercado. E, como observou Evandro Luis, economista do Grupo Quinto Andar, na entrevista coletiva que anunciou os resultados, “o estudo não mediu outras variáveis, como a liquidez do investimento”.
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Belo Horizonte
A campeã de rentabilidade em 2024 foi Belo Horizonte, que atingiu 26,6%, por conta da valorização do metro quadrado principalmente nas regiões próximas ao centro.
Em São Paulo, a média foi de 17,2%, e, no Rio de Janeiro, ficou em 12,9%.
Em todas as cidades, uma tendência aparece claramente: os bairros que apresentam maior rentabilidade não são os mais caros e luxuosos, mas sim aqueles que estão em momento de crescimento de demanda – com lançamentos imobiliários e grande procura tanto para compra e venda quanto para aluguel.
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