Arsenal massacra o Real Madrid
Time londrino vai a Madri com vantagem
Thibaut Courtois bem que tentou, com defesas impressionantes e em sequência durante todo o jogo, mas o Arsenal de Mikel Arteta desossou os comandados de Carlo Ancelotti na primeira batalha das quartas de final da Champions League, disputado no Emirates Stadium.
Com a volta de Bukayo Saka, e aproveitando a eletricidade do torcedor desde a entrada do time em campo, o Arsenal tratou de não tomar conhecimento da tradição branca à sua frente. Jogou com falta de respeito, se é que me entendem.
Jogo coletivo perfeito
Como se quisesse de uma vez por todas exorcizar o futebol europeu do “pacto” do maior campeão da Champions, os ingleses pressionaram ao longo dos pouco mais de noventa minutos, eficientes nas transições defensivas e devastadores na pressão ofensiva.
Se o time coletivamente fez um jogo irrepreensível – o melhor do ano –, foi a atuação do meia Declan Rice, autor de dois gols antológicos em cobrança de falta, que desequilibrou a partida e construiu a vantagem para a volta.
O que houve com o Real Madrid?
Irreconhecível, confuso na defesa e inofensivo no ataque, salvo em curtas e poucas tentativas do francês Kylian Mbappé, o Real Madrid não reagiu como de costume. Vinícius Júnior, Rodrygo e Jude Bellingham se entreolhavam sem acompanhar ou entender a avalanche de vermelho e branco.
Ancelotti, há meses especulado como um dos favoritos para treinar a seleção brasileira, trocou como pôde, orientou como soube, mascou o chiclete como quis, mas não conseguiu mexer no desenho tático e, principalmente, no estado anímico dos merengues.
Na próxima quarta-feira, tudo será decidido no Santiago Bernabéu. A diferença de 3 gols – que poderia ter sido maior – definirá a classificação? Considerando o tamanho e o peso da camisa madridista, tudo é possível. Até o impossível.
Hoje, no entanto, foi dia dos gunners. Os “invencíveis” de Arsène Wenger e Thierry Henry certamente aplaudiram.
Em suma: foi um vareio.
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