Planeta é devorado por estrela e o James Webb registrou, confira as imagens
As observações do Telescópio James Webb mostraram que, após o evento, formou-se um anel de gás quente ao redor da estrela, além de uma nuvem de poeira fria.
Uma equipe de astrônomos fez uma descoberta inédita em meados de 2020: observaram um planeta sendo engolido por sua estrela hospedeira.
Inicialmente, acreditava-se que o planeta foi consumido quando a estrela se expandiu, transformando-se em uma gigante vermelha. No entanto, novas observações feitas pelo James Webb revelaram um cenário diferente e mais complexo.
O telescópio, que se tornou operacional em 2022, forneceu dados que sugerem que o planeta não foi vítima da expansão da estrela, mas sim de uma queda fatal em direção a ela.
Essa queda foi resultado de uma deterioração gradual de sua órbita, culminando em um evento dramático que deixou marcas significativas na estrela.
Como o telescópio James Webb mudou a compreensão do evento?
As observações do Telescópio James Webb mostraram que, após o evento, formou-se um anel de gás quente ao redor da estrela, além de uma nuvem de poeira fria.
Esses sinais indicam que uma quantidade significativa de material foi expelida durante o mergulho do planeta. Ryan Lau, astrônomo do NOIRLab, destacou que esse material residual é uma evidência crucial para entender o processo.
A estrela em questão está localizada na Via Láctea, a cerca de 12 mil anos-luz da Terra, na direção da constelação de Áquila. Com características ligeiramente diferentes do nosso Sol, ela possui cerca de 70% de sua massa e uma coloração mais avermelhada.
James Webb revela detalhes inéditos da morte de um planeta engolido por sua estrela
— JAMES WEBB (@jameswebb_nasa) April 11, 2025
Descoberta surpreendente muda o entendimento sobre o processo de destruição planetária e oferece pistas sobre o futuro do nosso próprio sistema solar
Uma descoberta astronômica sem precedentes… pic.twitter.com/zKRrwPMQWR
O que são os “Júpiteres Quentes”?
O planeta engolido pertence a uma classe conhecida como “Júpiteres quentes”. Esses são gigantes gasosos que orbitam muito próximos de suas estrelas, resultando em temperaturas extremamente altas.
Morgan MacLeod, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, sugeriu que o planeta tinha uma massa considerável, algumas vezes maior que a de Júpiter, para causar uma perturbação tão significativa na estrela.
A deterioração da órbita do planeta foi atribuída à interação gravitacional com a estrela. À medida que o planeta se aproximava, começou a raspar a atmosfera estelar, acelerando sua queda.
No entanto, os pesquisadores ainda não têm certeza sobre o destino final do planeta após o impacto.
O futuro do Sistema Solar: Poderia o sol engolir planetas?
Embora nenhum planeta do nosso sistema solar esteja atualmente em risco de ser engolido pelo Sol, o futuro pode reservar surpresas.
Daqui a cerca de cinco bilhões de anos, espera-se que o Sol se expanda em uma gigante vermelha, possivelmente engolfando Mercúrio, Vênus e até mesmo a Terra. Durante essa fase, o Sol perderá suas camadas externas, deixando para trás uma anã branca.
As observações do Telescópio James Webb oferecem insights valiosos sobre o destino dos planetas.
Ryan Lau sugere que, em muitos casos, os planetas podem encontrar seu fim espiralando lentamente em direção à estrela, em vez de serem consumidos por uma gigante vermelha.
Essa descoberta reforça a importância de continuar explorando o cosmos para entender melhor os processos que moldam o universo.
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