Trump reduz tarifas, mas adicional de 40% sobre Brasil permanece
Medida anunciada na sexta dá alívio parcial às exportações brasileiras
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou parte dos produtos agrícolas brasileiros da lista de tarifas impostas ao exterior, medida que dá um alívio parcial às exportações do país. A ordem executiva publicada nesta sexta-feira, 14, derruba apenas a tarifa recíproca de 10%, em vigor desde abril. A sobretaxa adicional de 40%, aplicada exclusivamente ao Brasil desde agosto, permanece integralmente.
Segundo nota técnica da Confederação Nacional da Indústria, 73,8% das vendas brasileiras aos EUA seguem sujeitas à tarifa extra. Antes da revisão, o impacto alcançava 77,8% das exportações, distribuídas em mais de seis mil itens.
O Ministério do Desenvolvimento afirma que setores como químicos, plástico, maquinário industrial e autopeças continuam entre os mais afetados, com alíquotas finais próximas de 40%.
Alívio parcial no tarifaço
A Casa Branca listou centenas de alimentos — como café, carne, açaí, castanhas e frutas tropicais — que deixam de pagar a tarifa recíproca.
A medida atua sobre a sobretaxa global de 10% adotada em abril, mas não altera a alíquota exclusiva de 40% direcionada ao Brasil. O tarifaço de 50% resultou da soma dessas duas camadas: 10% em abril e 40% em agosto.
O decreto estabelece que o recuo tem base em critérios de segurança nacional e visa corrigir “grandes e persistentes déficits comerciais” dos EUA.
No texto, Trump afirma:
“Determinei que é necessário e apropriado modificar ainda mais o escopo dos produtos sujeitos à tarifa recíproca imposta pela ordem executiva 14257.”
Mais tarde, a bordo do Air Force One, declarou:
“Acabamos de fazer um pequeno recuo. Os preços do café estavam um pouco altos; agora ficarão mais baixos em um período muito curto.”
A lista divulgada pelo governo americano inclui carne bovina de alta qualidade, café, castanhas-do-pará, caju, coco, laranja, tomate e banana.
A flexibilização, no entanto, não se dirige especificamente ao Brasil; abrange todos os países alcançados pela tarifa global de 10%. A sobretaxa de 40% ainda dependerá de negociação direta.
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