Trump ameaça Netflix em meio à disputa pela Warner
Trump ameaça Netflix se mantiverem diretora ligada a Obama em plena disputa bilionária pela Warner Bros. Discovery
Donald Trump afirmou em um post na rede Truth Social que a Netflix poderia sofrer consequências caso mantivesse Susan Rice em seu conselho de administração.
“A Netflix deveria demitir imediatamente a racista e fanática por Trump Susan Rice, ou arcar com as consequências. Ela não tem talento nem habilidades – é pura oportunista política! O poder dela acabou e nunca mais voltará. Quanto ela está recebendo e por quê??? Agradeço a atenção dispensada a este assunto. Presidente DJT”, declarou.
A manifestação levou o presidente a comentar publicamente a composição interna de uma empresa privada e colocou uma das maiores plataformas de streaming do país no centro de um embate direto com o governo.
Rice foi conselheira de segurança nacional no governo Barack Obama. Segundo o Guardian, Trump a descreveu como uma adversária política e associou sua permanência a eventuais medidas federais futuras.
A Netflix não indicou mudança. O co-CEO Ted Sarandos declarou que Trump “gosta de dizer muitas coisas nas redes sociais.”
A controvérsia ocorre num momento delicado para a Netflix, que pretende adquirir a Warner Bros. Discovery em meio a uma disputa com a Paramount em busca de escala e catálogos maiores. Nesse cenário, a posição pública do governo ganha peso porque operações desse tipo dependem de análise concorrencial e de autoridades regulatórias federais.
Aliados de Trump já criticavam redes sociais durante o primeiro mandato e agora ampliam o foco para companhias de entretenimento e dentre os instrumentos do governo está um maior escrutínio antitruste, embora não exista procedimento formal aberto contra a Netflix.
A empresa tem baixa exposição a contratos governamentais, mas depende de classificações indicativas, regras de distribuição e aprovações regulatórias para aquisições e acordos.
Analistas avaliam que a fala não produz efeito imediato sobre a operação diária, porém introduz incerteza jurídica num momento em que empresas buscam parceiros e financiamento.
Em Washington, parlamentares e reguladores passaram a tratar plataformas de streaming não apenas como empresas de entretenimento, mas como atores com impacto social e cultural, despertando cada vez mais interesse político.
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