Terrenos de Ronaldinho foram usados como lastro em operação do Master
Investigação aponta que empresas tomavam crédito do banco e reinvestiam em fundos ligados à própria instituição; Ex-jogador afirma que não tinha conhecimento
Dois terrenos do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho foram usados como lastro para que uma empresa captasse R$ 330 milhões do Banco Master.
Segundo O Globo, os recursos obtidos foram direcionados a fundos de investimento ligados à própria instituição financeira, controlada por Daniel Vorcaro.
Os advogados de Ronaldinho afirmam que o ex-jogador não tinha conhecimento da emissão dos créditos e que a operação imobiliária original teria sido cancelada antes de sua concretização.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o Banco Master, por meio do Fundo City 02 — do qual a própria instituição era a única cotista — concedia empréstimos a pessoas jurídicas que, na sequência, repassavam quase a totalidade dos valores a fundos administrados pela gestora de investimentos Reag.
Parte dessas operações tinha início com a emissão de títulos conhecidos como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Esses papéis são lastreados em créditos do setor imobiliário, como parcelas de financiamentos de imóveis ou receitas futuras de aluguéis.
Em agosto de 2023, a empresa Base Securitizadora, citada na investigação envolvendo o Banco Master, realizou a emissão de R$ 330 milhões em créditos para a S&J Consultoria.
O lastro da operação consistia em notas comerciais destinadas ao desenvolvimento de terrenos em Porto Alegre, incluindo duas áreas de propriedade de Ronaldinho Gaúcho.
Leia também: Vendem-se ativos do Master para lavar prejuízo
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Comentários (1)
Rosa
04.02.2026 16:57Aquele que ficou preso no Paraguai? No Paraguai...... imagina, deve ser fofoca....