Justiça nega habeas corpus e mantém prisão de Vorcaro
Dono do Banco Master foi preso pela Polícia Federal na terça-feira, 18, no âmbito da Operação Compliance Zero
A desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa e manteve a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro (foto).
Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na terça-feira, 18, no âmbito da Operação Compliance Zero.
A defesa sustentava não haver a indicação de fatos concretos e individualizados na decisão de prisão que demonstrassem risco atribuído ao investigado, alegando que o afastamento dele de suas funções, por si só, seria suficiente.
Segundo a PF, o banqueiro teria participado de supostas fraudes em carteiras de crédito vendidas ao Banco de Brasília (BRB).
Ele foi detido no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando pretendia embarcar com destino à Europa. A defesa alega que Vorcaro estava seguindo para o Catar negociar a venda do Master.
A investigação aponta indícios de que o BRB realizou operações consideradas inconsistentes com o Master, numa tentativa de dar sobrevida à instituição enquanto o Banco Central analisava a proposta de compra.
Em março deste ano, o BRB chegou a apresentar uma oferta para adquirir o Master, mas o negócio acabou vetado pelo BC.
Liquidação extrajudicial do Banco Master
O Banco Central anunciou na terça-feira, 18, a liquidação extrajudicial do Banco Master.
A liquidação aconteceu após o consórcio liderado pela Fictor Holding Financeira apresentar um pedido de compra do banco de Daniel Vorcaro.
Segundo o BC, a medida foi motivada pela “grave crise de liquidez” do conglomerado, além de “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Fictor desiste de compra do banco de Vorcaro
O Grupo Fictor anunciou também na terça, 18, o cancelamento da operação de aquisição do Banco Master.
Como mostramos, o Fictor havia anunciado na segunda, 17, a parceira com um grupo de investidores dos Emirados Árabes Unidos para comprar o Master.
“A operação de compra está suspensa, e nos colocamos à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Por se tratar de tema sob análise das autoridades, o consórcio não comentará o mérito das investigações”, diz a nota do grupo.
O grupo afirma que a operação “estava integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores”.
“Desde o início, conduzimos todas as etapas com total transparência, responsabilidade e estrita observância aos ritos estabelecidos pelas normas legais”, sustentou. “Reafirmamos nosso absoluto respeito ao Banco Central do Brasil e aos demais órgãos de supervisão e controle, assim como nosso compromisso com a integridade, a transparência e a estabilidade do sistema financeiro brasileiro.”
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Comentários (2)
Clayton De Souza pontes
20.11.2025 09:36Se aparecer algum patrocinador dos ministros do STF envolvido, logo arrumam uma desconformidade técnica pra jogar as provas na lata do lixo. E são muitos os patrocinadores políticos e empresários
Claudemir Silvestre
20.11.2025 09:27O canalha NÃO fica nem 1 semana preso !!!! Algum juiz “bondoso” do STF solta logo !!!