Inflação fecha 2025 em 4,26% e fica dentro do teto da meta
Resultado só foi possível graças ao Copom, que, apesar da pressão do governo Lula, manteve a Selic em 15% ao ano, a maior taxa básica de juros da história
O IPCA, índice que mede a inflação oficial do país, acelerou 0,33% em dezembro, ficando 0,15 ponto percentual acima da taxa de 0,18% registrada em novembro.
Com o resultado, o IPCA fechou o ano de 2025 com alta acumulada de 4,26% e permaneceu dentro do teto da meta.
Resultado só foi possível graças ao Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que, apesar da pressão do governo Lula, manteve a Selic em 15% ao ano, a maior taxa básica de juros da história.
A meta da inflação era de 3% no ano passado, com margem de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo.
Em 2024, o indicador ficou em 4,83%.
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Inflação em dezembro
Segundo o IBGE, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro.
A exceção foi a Habitação, com queda de 0,33%.
“A maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram do grupo Transportes, seguido, em termos de impacto, por Saúde e cuidados pessoas, com alta de 0,52% e 0,07 p.p. O grupo Artigos de residência (0,64%) teve a segunda maior variação em dezembro, após o recuo de 1,00% registrado em novembro”, afirmou o instituto.
No grupo dos Transportes, o resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo, 13,79%, e das passagens aéreas, 12,61%.
Após recuarem 0,32% em novembro, os combustíveis aumentaram 0,45%, com destaque para o etanol, que subiu 2,83% no mês.
O preço da gasolina avançou 0,18% no período.
Preço dos alimentos
O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro.
Após seis meses consecutivos de queda, a alimentação no domicílio subiu 0,14%, influenciada pelas altas da cebola, 12,01%; da batata-inglesa, 7,65%; das carnes, 1,48%, e das frutas, 1,26%.
O IBGE registrou queda nos preços do leite longa vida, 6,42%, do tomate, 3,95%, e do arroz, 2,04%.
A alimentação fora do domicílio acelerou 0,60%, com a alta de 1,50% no lanche e de 0,23% na refeição.
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