Guerra tarifária derruba bolsas asiáticas e pressiona mercados globais

17.02.2026

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O Antagonista

Guerra tarifária derruba bolsas asiáticas e pressiona mercados globais

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Alexandre Borges
3 minutos de leitura 09.04.2025 04:47 comentários
Economia

Guerra tarifária derruba bolsas asiáticas e pressiona mercados globais

Nova rodada de tarifas dos EUA afeta comércio internacional e preocupa líderes no Reino Unido

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Alexandre Borges
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Guerra tarifária derruba bolsas asiáticas e pressiona mercados globais
Imagem: IA por Alexandre Borges

Entraram em vigor nesta quarta-feira. 9, as novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, com alíquotas que chegam a 104% sobre produtos chineses.

A medida, anunciada como parte de uma estratégia comercial mais agressiva, causou forte impacto nos mercados financeiros globais e intensificou temores de recessão.

As bolsas asiáticas registraram quedas expressivas. O índice Nikkei, de Tóquio, encerrou o dia com baixa de 3,9%, aos 31.714 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,8%, fechando em 19.769, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 1,9%, atingindo 2.291 pontos.

O índice S&P/ASX 200, na Austrália, cedeu 1,8%, e o mercado da Nova Zelândia também foi negativamente afetado. A exceção na Ásia foi o índice Xangai Composite, que manteve-se estável.

No Reino Unido, a chanceler Rachel Reeves convocou uma reunião com executivos do setor bancário para discutir os efeitos das tarifas americanas. Ela afirmou que o governo britânico está “acelerando acordos comerciais com o restante do mundo” para criar melhores condições para os negócios locais diante da nova conjuntura internacional.

As tarifas norte-americanas, que começaram a valer à meia-noite em Washington (5h em Londres), incluem também uma taxação de 25% sobre automóveis estrangeiros e tarifas adicionais sobre aço e alumínio.

O Reino Unido foi atingido por uma alíquota básica de 10% e, até o momento, optou por não retaliar imediatamente. A União Europeia, por outro lado, é alvo de uma tarifa de 20% e estuda medidas de resposta.

Em discurso no Parlamento, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer declarou que prefere uma abordagem cautelosa, mantendo “todas as opções sobre a mesa” quanto a possíveis contramedidas.

Starmer também indicou que deseja proteger o sistema público de saúde britânico, o NHS, de interesses comerciais dos EUA e afirmou ser favorável à manutenção de um imposto digital sobre grandes empresas de tecnologia, mesmo diante de pressões contrárias.

A nova rodada de tarifas foi acompanhada por promessas de novas medidas protecionistas, incluindo um possível imposto adicional sobre produtos farmacêuticos.

Desde a primeira divulgação das tarifas, o índice S&P 500 perdeu quase 6 trilhões de dólares em valor de mercado, aproximando-se de uma “bear market” (queda de 20% em relação ao pico mais recente). Na terça-feira, o índice caiu 1,6%, enquanto o Nasdaq recuou 2,1% e o Dow Jones perdeu 0,8%.

Pequim reagiu com veemência, prometendo “lutar até o fim” contra as medidas americanas. Autoridades chinesas indicaram que poderão impor novas tarifas e restringir o acesso de empresas norte-americanas ao mercado local.

Analistas internacionais apontam que as novas tarifas refletem uma mudança estrutural na política comercial dos Estados Unidos, com implicações duradouras para as cadeias globais de suprimento e a estabilidade econômica internacional.

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Alexandre Borges

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Comentários (1)

Angelo Sanchez

09.04.2025 10:20

Na realidade os chineses vendem 70% de podutos considerados "bugigangas" aos EUA, cujo povo é extremamente consumista, e a falta destes luxos, por conta de altas tarifas, não vão influir na vida normal do povo americano. A alimentação e medicamentos são primordiais, porém, países que fornecem alimentos não foram afetados, e quanto à saúde os EUA exportam medicamentos ao mundo todo.


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