Fictor pede recuperação judicial
Grupo fez oferta pelo Master um dia antes do Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do banco
O Grupo Fictor protocolou no domingo, 1º de fevereiro, um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
O pedido é válido para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest.
Em comunicado, a Fictor disse que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” e criar um ambiente de negociação estruturada.
À Justiça, o grupo um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios.
“Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, disse.
Caso Master
A Fictor atribuiu sua crise de liquidez à tentativa de compra do Banco Master.
A empresa alegou que o episódio afetou sua imagem no mercado.
“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, disse o grupo.
O grupo afirmou ter colocado em prática um plano de reestruturação, pelo qual passam a redução da estrutura física e do número de funcionários.
“Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, disse.
Proposta
Com o apoio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, a Fictor Holding Financeira apresentou ao Banco Central um pedido para comprar o Banco Master.
A transação era estimada em 3 bilhões de reais.
Em 18 de novembro de 2025, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Master pela “grave crise de liquidez” do conglomerado, além de “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
O decreto levou ao cancelamento da aquisição.
“A operação de compra está suspensa, e nos colocamos à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Por se tratar de tema sob análise das autoridades, o consórcio não comentará o mérito das investigações”, disse a nota do grupo.
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