Fictor e árabes suspendem compra do Banco Master
Segundo grupo, oferta dependia de aval regulatório; Decisão foi tomada antes de liquidação e prisão de Daniel Vorcaro
O Grupo Fictor afirmou nesta terça, 18, que cancelou a operação de aquisição do Banco Master S.A. poucas horas antes de a instituição ser liquidada pelo Banco Central (BC) e de seu presidente, Daniel Vorcaro, ser preso.
Como mostramos, o Fictor havia anunciado na segunda, 17, a parceira com um grupo de investidores dos Emirados Árabes Unidos para comprar o Master.
“A operação de compra está suspensa, e nos colocamos à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Por se tratar de tema sob análise das autoridades, o consórcio não comentará o mérito das investigações”, diz a nota do grupo.
O grupo afirma que a operação “estava integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores”.
“Desde o início, conduzimos todas as etapas com total transparência, responsabilidade e estrita observância aos ritos estabelecidos pelas normas legais”, sustentou. “Reafirmamos nosso absoluto respeito ao Banco Central do Brasil e aos demais órgãos de supervisão e controle, assim como nosso compromisso com a integridade, a transparência e a estabilidade do sistema financeiro brasileiro.”
Liquidação extrajudicial
O Banco Central afirmou nesta terça-feira, 18, que a liquidação extrajudicial do Banco Master foi motivada pela “grave crise de liquidez” do conglomerado, além de “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Em nota, a autoridade monetária disse que o conglomerado pertencente a Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal, detém 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do sistema financeiro.
Segundo o BC, ficam indisponíveis, a partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições objeto dos regimes especiais decretados.
Liquidação extrajudicial é uma medida adotada quando BC constata não haver um plano viável para a recuperação da instituição financeira.
Decretada a resolução, o banco é retirado de forma organizada do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e seu funcionamento é interrompido.
Com o processo de liquidação extrajudicial, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) passa a ser responsável por ressarcir os credores da instituição.
A liquidação do Master acontece após o consórcio liderado pela Fictor Holding Financeira apresentar um pedido de compra do banco de Daniel Vorcaro.
A decisão põe fim à negociação.
Leia também: Polícia Federal prende Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
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