Exportadores de café veem piora após mudança de tarifa
Brasil segue taxado em 40%, enquanto concorrentes como Colômbia, Vietnã, Etiópia, Costa Rica e Indonésia terão tarifas zeradas
A decisão dos Estados Unidos de manter a tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros frustrou exportadores de café. Embora o governo Donald Trump tenha reduzido a taxação global de 10% para quase 200 itens, o Brasil ficou fora da lista de beneficiados
Para os produtores de café, o impacto é imediato. O país segue taxado em 40%, enquanto concorrentes como Colômbia, Vietnã, Etiópia, Costa Rica e Indonésia terão tarifas zeradas.
“Nossa competitividade segue afetada, se não, até pior, porque nossos concorrentes estão isentos, e o Brasil segue com a tarifa de 40%”, afirmou Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé.
Segundo o executivo, a mudança formalizou uma desvantagem que já vinha se consolidando desde agosto, quando os EUA elevaram a taxação para 50%.
A redução para 40% não trouxe alívio. Marcos Matos disse temer que o consumidor consolide preferências por cafés de outros países.
“A cada dia que passa o desafio é maior para reconquistar o espaço dos outros”, afirmou.
Dados da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) mostram que as exportações desse tipo de produto caíram 55% entre agosto e outubro, em comparação ao mesmo período do ano passado.
A entidade afirma que a manutenção da tarifa “amplia as distorções no comércio”.
A Confederação Nacional da Indústria calcula que 80 produtos agrícolas brasileiros serão beneficiados pela queda da tarifa global. Apenas quatro — três tipos de suco de laranja e castanha-do-pará — ficaram completamente isentos.
“Outros 76 […] ainda enfrentarão 40% de tarifa para entrar no mercado americano”, informou a entidade.
Pressão por negociação
O diretor-geral do Cecafé afirma que o setor insiste para que o governo brasileiro intensifique as tratativas com Washington para mudar a situação.
“É preciso ser mais proativo”, disse. Ele ressalta que o café está entre os itens sem produção interna nos EUA, o que, na visão dele, deveria facilitar um acordo.
A BSCA reforçou a cobrança.
Para a associação, a continuidade da tarifa tende a aprofundar a retração das exportações ao mercado americano, responsável por cerca de 16% dos embarques brasileiros do grão.
As indústrias brasileiras também observam o efeito nos preços finais.
Segundo dados do próprio governo dos EUA, o consumidor americano pagou quase 20% a mais pelo café em setembro do que no ano anterior.
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Comentários (3)
ANDRÉ MIGUEL FEGYVERES
16.11.2025 15:53Lula, não seja burro, seu indisfarçável ódio infantil aos americanos o trai sempre que abre a boca para falar dos EUA. Saiba que foram os abnegados e amistosos americanos, professores do M.T.I. , vieram para cá, em S. Paulo, S.J. dos Campos, através do Marechal do Ar, Casemiro Montenegro Filho, já nos idos de 1947(se não me engano) e começaram a construir o CTA e o ITA que hoje reúne a nata da tecnologia nacional em matéria aeronáutica. Não foram os chineses, nem os russos nem quaisquer outros comunistas, foram os americanos!
Annie
16.11.2025 11:50Trump é um fanfarrão enganou o Lula a globes deve estar tristinha.
Marian
15.11.2025 17:54Onde está a química agora? Não teria sido química tóxica?