Crusoé: Parlamento Europeu decide congelar acordo comercial com EUA
Decisão foi tomada em retaliação ao presidente dos EUA, Donald Trump, que insiste em anexar a Groenlândia
Em retaliação a Donald Trump, o Parlamento Europeu decidiu nesta terça-feira, 20, congelar a votação do acordo comercial firmado com os Estados Unidos no ano passado para retirar parte das taxas aplicadas sobre importações americanas.
A informação foi confirmada pela eurodeputada Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu (Grupo S&D), que é a segunda maior bancada da Casa.
A suspensão da ratificação do Acordo de Turnberry deve ser formalmente suspensa na quarta-feira, 21.
O líder do Partido Popular Europeu, o maior grupo político do Parlamento Europeu, já havia antecipado a possibilidade de congelamento de tarifas 0% para os EUA no final de semana.
“O PPE é favorável ao acordo comercial UE-EUA, mas, dadas as ameaças de Donald Trump em relação à Groenlândia , a aprovação não é possível nesta fase”, disse Manfred Weber.
A ameaça de Trump aos europeus
Trump aumentou a pressão sobre aliados europeus e anunciou no sábado, 17, uma escalada de tarifas comerciais condicionada à venda da Groenlândia.
Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que pretende impor taxas progressivas a produtos de oito países europeus caso não haja avanço em um acordo que permita aos EUA comprar o território, hoje sob soberania da Dinamarca.
Segundo Trump, Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia passarão a enfrentar tarifas adicionais de 10% a partir de 1º de fevereiro de 2026.
As alíquotas subiriam para 25% em 1º de junho e permaneceriam em vigor até a conclusão de um acordo para a “compra completa e total” da Groenlândia.
Trump promete não recuar
O presidente americano afirmou nesta terça que não irá recuar de sua intenção de anexar a Groenlândia.
“Tive uma ótima conversa telefônica com Mark Rutte, Secretário-Geral da OTAN, sobre a Groenlândia. Concordei com uma reunião das diversas partes em Davos, na Suíça. Como deixei bem claro para todos, a Groenlândia é imprescindível para a segurança nacional e mundial…
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