Correios precisam de aporte bilionário para regularizar entregas
Greve aprovada neste mês por sindicatos que representam funcionários atinge nove estados
Em grave crise financeira, os Correios (foto) precisam de uma injeção de R$ 10 bilhões no caixa até o fim de dezembro para regularizar as entregas, de acordo com o UOL. A reportagem acrescenta que, na terça-feira, 23, o índice de atrasos estava em 67%.
Neste mês, 24 dos 36 sindicatos que representam os funcionários decidiram fazer uma greve em razão de divergências em torno Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Como não houve acordo, a Justiça impôs a obrigação aos trabalhadores de manterem 80% do efetivo em ação sob pena de multa aos sindicatos que descumprirem esse compromisso.
Iniciada na terça-feira, 16, a paralisação atinge estados como Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande de Sul. Esses locais concentram mais de 70% das entregas.
A conta dos Correios
Para resolver as pendências com funcionários, fornecedores, a administração dos Correios conta com a liberação de R$ 10 bilhões até o final deste mês.
“Esse dinheiro faz parte de um empréstimo de R$ 12 bilhões rateado entre cinco instituições (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander) com garantia do Tesouro Nacional”, afirma o UOL.
E o plano de reestruturação?
Com um rombo bilionário nas contas, os Correios (foto) adiaram a coletiva de imprensa que estava programada para ocorrer na tarde da última segunda-feira, 22, com a finalidade de apresentar medidas prioritárias do Plano de Reestruturação 2025-2027. Segundo a empresa, a mudança no cronograma ocorreu por causa de ajustes de agenda.
Na última quinta-feira, 18, o Tesouro Nacional aprovou a concessão de garantia da União ao empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios, depois de avalizar os termos da operação. De acordo com o Tesouro, a proposta de empréstimo “atendeu aos requisitos para análise de capacidade de pagamento para empresas estatais com plano de reequilíbrio aprovado pelas instâncias competentes”. A nota acrescenta que“as minutas contratuais serão negociadas entre as partes envolvidas, sob supervisão da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e do Tesouro Nacional.”
Porém, de acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, fontes da estatal afirmam nos bastidores que o empréstimo ainda não foi formalmente assinado e, com isso, a empresa decidiu adiar a divulgação do plano. Até o momento, não houve anúncio de uma nova data para o detalhamento do plano.
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