Caso Master é alvo de investigação interna no BC
A corregedoria do BC apura eventuais falhas ocorridas no processo de fiscalização e liquidação da instituição financeira
O Banco Central abriu uma investigação interna para apurar o crescimento acelerado e a liquidação extrajudicial do Banco Master, registrou O Globo.
A decisão foi tomada pelo presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo.
A corregedoria do BC investiga eventuais falhas ocorridas no processo de fiscalização e liquidação da instituição financeira de Daniel Vorcaro.
Trocas no Desup
Em meio à sindicância, Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, que comandavam o Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do Banco Central, entregaram seus cargos.
Ex-diretor de fiscalização do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza foi quem autorizou Vorcaro a comprar o Banco Máxima, que após a negociação virou Master.
Como chefe-adjunto do Desup, função que ocupava recentemente, ele era responsável por acompanhar a solidez e a estabilidade do mercado financeiro.
Já Belline, chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC, assinou uma série de ofícios e despachos enviados ao Ministério Público Federal relativos ao Banco Master.
Ao jornal, a autoridade monetária disse que “a alternância de nomes em cargos comissionados é uma prática normal no âmbito da administração pública”.
Liquidação extrajudicial do Master
O Banco Central decretou em 18 de novembro de 2025 a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Segundo a autoridade monetária, a decisão foi motivada pela “grave crise de liquidez” do conglomerado, além de “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Em nota, o BC disse que o conglomerado pertencente a Daniel Vorcaro detém 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do sistema financeiro.
Vorcaro foi preso em novembro durante a Operação Compliance Zero, mas solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
A investigação aponta que o grupo do banqueiro pode ter cometido crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento de investidores ao erro, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
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