A explicação de Haddad para a crise dos Correios
A estatal registrou prejuízo de 4,37 bilhões de reais no primeiro semestre do ano
A ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atribuiu no domingo, 31, a crise dos Correios à quebra do monopólio.
“Houve a quebra do monopólio e hoje os Correios estão com um passivo de ter que entregar cartas para quem usa ainda os Correios nas regiões mais remotas do país”, afirmou o ministro em entrevista ao programa Canal Livre, da Band.
“Imagina, não tem como você pagar com selo a mandar (sic) uma carta física para o interior de uma região longínqua do país”, acrescentou.
“Então os Correios têm um problema estrutural que é o enorme subsídio daquilo que ficou para ele, porque quem concorre com os Correios não tem nenhuma obrigação de entregar carta. Ele só faz pelo preço que compensa. Então, olha a situação paradoxal que nós criamos. Quebrou-se o monopólio, o Correio ficou com uma obrigação (sic) e ele não tem funding para custear o subsídio”, seguiu.
“Enquanto todos os concorrentes dos Correios vão pegando o filé mignon, a picanha,
e vão deixando os Correios com o osso para o qual ele não tem recurso para subsidiar”, finalizou.
O rombo dos Correios
Os Correios registraram prejuízo de 4,37 bilhões de reais no primeiro semestre deste ano, segundo O Globo. No mesmo período do ano passado, o déficit foi de 1,35 bilhão de reais.
A crise na estatal levou ao ex-presidente dos Correios, Fabiano Silva, entregar, em julho, uma carta de renúncia ao Palácio do Planalto. No entanto, ele ainda permanece no cargo e aguarda uma solução.
No primeiro trimestre, a empresa tinha registrado prejuízo de 1,72 bilhão de reais, o que levou a direção da estatal a cogitar aporte de recursos junto ao governo federal.
Crise
Em 2024, a estatal comandada por Fabiano Silva registrou um prejuízo líquido de 2,6 bilhões de reais.
O valor é quatro vezes maior ao déficit de 597 milhões de reais registrado em 2023.
Entre as ações propostas estão a ampliação do plano de demissão voluntária (PDV), a redução da jornada de trabalho e uma reestruturação administrativa abrangente.
O rombo financeiro é amplamente atribuído à diminuição nas receitas provenientes de encomendas internacionais, um setor que sofreu consideravelmente devido à nova taxação sobre produtos importados e à crescente concorrência de empresas privadas, especialmente no que tange às mercadorias oriundas da China.
Leia mais: Situação financeira dos Correios é insustentável a longo prazo, aponta auditoria
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Comentários (7)
F-35- Hellfire
02.09.2025 11:52Absurdo! Qual dirigente de empresa aceitaria emprego com obrigações deficitárias? Por isso os Correios devem ser privatizados! O Lula é cego ou finge que não vê, nos dois casos merece o "impeachment" com louvor!
Clayton De Souza pontes
02.09.2025 08:57Pra sobreviver, só com patrocínio do erário ou enxugando custos. Não quebra porque é cabide de empregos
CESAR AUGUSTO DIAS MARANHAO
02.09.2025 07:58Com todo esse prejuízo e o governo ainda usa a Empresa para patrocinar eventos sem nenhum retorno.
Alvaro
01.09.2025 17:27E-comerce bombando, falta competência administrativa pra prestar um bom serviço.. só sobrou carta pq não souberam se adequar as mudanças.
LuÃs Silviano Marka
01.09.2025 16:07Solução: privatiza.
Jose Diogo de Almeida
01.09.2025 15:42É narrativa dele ou fato? Pois lembnrfarmos que o Mensalão começou no Correios.
Eliane ☆
01.09.2025 15:36Eu sempre descarto a opção de entrega pelos correios, quando eu compro pelo site da loja. E raramente vejo entrega pelos correios aqui nas redondezas. Creio que os Correios em grandes cidades não funcionam mais.