A explicação de Haddad para a crise dos Correios

17.02.2026

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A explicação de Haddad para a crise dos Correios

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 01.09.2025 14:50 comentários
Economia

A explicação de Haddad para a crise dos Correios

A estatal registrou prejuízo de 4,37 bilhões de reais no primeiro semestre do ano

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 01.09.2025 14:50 comentários 7
A explicação de Haddad para a crise dos Correios
Fernando Haddad

A ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atribuiu no domingo, 31, a crise dos Correios à quebra do monopólio.

“Houve a quebra do monopólio e hoje os Correios estão com um passivo de ter que entregar cartas para quem usa ainda os Correios nas regiões mais remotas do país”, afirmou o ministro em entrevista ao programa Canal Livre, da Band.

“Imagina, não tem como você pagar com selo a mandar (sic) uma carta física para o interior de uma região longínqua do país”, acrescentou.

“Então os Correios têm um problema estrutural que é o enorme subsídio daquilo que ficou para ele, porque quem concorre com os Correios não tem nenhuma obrigação de entregar carta. Ele só faz pelo preço que compensa. Então, olha a situação paradoxal que nós criamos. Quebrou-se o monopólio, o Correio ficou com uma obrigação (sic) e ele não tem funding para custear o subsídio”, seguiu.

“Enquanto todos os concorrentes dos Correios vão pegando o filé mignon, a picanha,
e vão deixando os Correios com o osso para o qual ele não tem recurso para subsidiar”
, finalizou.

O rombo dos Correios

Os Correios registraram prejuízo de 4,37 bilhões de reais no primeiro semestre deste ano, segundo O Globo. No mesmo período do ano passado, o déficit foi de 1,35 bilhão de reais.

A crise na estatal levou ao ex-presidente dos Correios, Fabiano Silva, entregar, em julho, uma carta de renúncia ao Palácio do Planalto. No entanto, ele ainda permanece no cargo e aguarda uma solução.

No primeiro trimestre, a empresa tinha registrado prejuízo de 1,72 bilhão de reais, o que levou a direção da estatal a cogitar aporte de recursos junto ao governo federal.

Crise

Em 2024, a estatal comandada por Fabiano Silva registrou um prejuízo líquido de 2,6 bilhões de reais.

O valor é quatro vezes maior ao déficit de 597 milhões de reais registrado em 2023.

Entre as ações propostas estão a ampliação do plano de demissão voluntária (PDV), a redução da jornada de trabalho e uma reestruturação administrativa abrangente.

O rombo financeiro é amplamente atribuído à diminuição nas receitas provenientes de encomendas internacionais, um setor que sofreu consideravelmente devido à nova taxação sobre produtos importados e à crescente concorrência de empresas privadas, especialmente no que tange às mercadorias oriundas da China.

Leia mais: Situação financeira dos Correios é insustentável a longo prazo, aponta auditoria

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Comentários (7)

F-35- Hellfire

02.09.2025 11:52

Absurdo! Qual dirigente de empresa aceitaria emprego com obrigações deficitárias? Por isso os Correios devem ser privatizados! O Lula é cego ou finge que não vê, nos dois casos merece o "impeachment" com louvor!


Clayton De Souza pontes

02.09.2025 08:57

Pra sobreviver, só com patrocínio do erário ou enxugando custos. Não quebra porque é cabide de empregos


CESAR AUGUSTO DIAS MARANHAO

02.09.2025 07:58

Com todo esse prejuízo e o governo ainda usa a Empresa para patrocinar eventos sem nenhum retorno.


Alvaro

01.09.2025 17:27

E-comerce bombando, falta competência administrativa pra prestar um bom serviço.. só sobrou carta pq não souberam se adequar as mudanças.


Luís Silviano Marka

01.09.2025 16:07

Solução: privatiza.


Jose Diogo de Almeida

01.09.2025 15:42

É narrativa dele ou fato? Pois lembnrfarmos que o Mensalão começou no Correios.


Eliane ☆

01.09.2025 15:36

Eu sempre descarto a opção de entrega pelos correios, quando eu compro pelo site da loja. E raramente vejo entrega pelos correios aqui nas redondezas. Creio que os Correios em grandes cidades não funcionam mais.


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