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Professores fundam escola “anti-woke”

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Alexandre Borges
3 minutos de leitura 15.04.2024 08:29 comentários
Cultura

Professores fundam escola “anti-woke”

Pais e educadores americanos buscam alternativas ao ensino público que se alinhem com suas visões políticas e valores morais

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Alexandre Borges
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Professores fundam escola “anti-woke”
Kali Fontanilla

No sudoeste da Flórida, Kali Fontanilla prepara uma aula sobre a “História Completa da Escravidão nos EUA”, parte de um programa educacional que visa oferecer uma perspectiva alternativa ao que ela considera como narrativas progressistas predominantes nas escolas públicas.

Fontanilla fundou o Instituto Exodus em 2021 junto com seu marido, Joshua. A escola cristã online atende alunos do ensino fundamental ao médio e foi estabelecida após o casal se sentir desiludido com o sistema de ensino público em Salinas, Califórnia, devido, em parte, ao que viam como uma abordagem enviesada de questões raciais e históricas.

O Instituto Exodus se estabeleceu na Flórida, estado que tem sido um refúgio para visões conservadoras sob a administração do governador Ron DeSantis. Atualmente, a escola serve a quase 200 estudantes com uma grade curricular que inclui ciências e francês, além de promover valores cristãos e conservadores.

Os Fontanilla criticam o que descrevem como uma falta de equilíbrio na educação pública, onde, segundo eles, histórias sobre resistência à escravidão e contribuições positivas, como as dos Quakers ajudando escravizados a fugir, são omitidas ou minimizadas. Eles argumentam que esse tipo de omissão apresenta uma visão distorcida da história americana, focando apenas nos aspectos negativos.

Além das matérias regulares, o Instituto Exodus oferece o “Young Patriots Academy” (Academia Jovens Patriotas), um programa especial que explora temas selecionados por Kali e Joshua com o objetivo de preparar os alunos para questionar e refutar o que consideram ser falsidades do ensino esquerdista. Esta iniciativa reflete uma tendência crescente nos EUA onde alguns pais e educadores buscam alternativas ao ensino público que alinham mais estreitamente com suas próprias visões políticas e valores.

Segundo o “The Washington Post”, a abordagem de Kali na sala de aula e seus vídeos no Instagram, onde ela tem mais de 333.000 seguidores, mostram sua dedicação em promover uma perspectiva educacional que ela acredita ser mais verdadeira e menos politizada do que a encontrada na maioria das escolas públicas.

A famigerada “Teoria Crítica da Raça”

Kali Fontanilla, professora experiente, percebeu uma grande quantidade de reprovações entre seus alunos de uma escola pública da Califórnia durante o ensino remoto da pandemia, especialmente na disciplina de estudos étnicos. Ao investigar o conteúdo do curso, Kali descobriu que ele estava permeado de Teoria Crítica da Raça (CRT), um tipo de doutrinação de extrema-esquerda que a levou a questionar o currículo escolar.

Esta descoberta foi significativa pois, apesar de alguns negarem que CRT é ensinada a estudantes do ensino básico, Fontanilla encontrou uma completa integração da teoria no currículo, incluindo atividades que pediam aos alunos para analisar a escola através da CRT. As descobertas de Kali vieram à tona em um momento em que preocupações sobre CRT estavam influenciando debates educacionais e políticos nacionais.

Desapontada e sentindo que seu trabalho não era mais sobre ensino, mas sobre promover uma ideologia específica, Kali decidiu deixar a profissão e se mudar para a Flórida. Continuando seu ativismo, ela agora ajuda os pais a entenderem o que é ensinado aos seus filhos, defendendo a transparência no currículo escolar através de iniciativas como a reforma de transparência acadêmica do Goldwater Institute. Esta reforma exige que as escolas públicas divulguem online os materiais didáticos e atividades usadas ao longo do ano letivo.

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