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Papa critica “hipocrisia” contra bênção a casais homoafetivos

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Alexandre Borges
2 minutos de leitura 07.02.2024 09:25 comentários
Cultura

Papa critica “hipocrisia” contra bênção a casais homoafetivos

Pontífice argentino reage às críticas sugerindo que a indignação seletiva em relação a certos pecados é condenável

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Alexandre Borges
2 minutos de leitura 07.02.2024 09:25 comentários 2
Papa critica “hipocrisia” contra bênção a casais homoafetivos
Reprodução/X

O papa Francisco rechaçou as críticas à bênção de casais do mesmo sexo pela Igreja Católica, classificando de “hipócritas”.

O pontífice defendeu a importância do acolhimento, central no documento “Fiducia Supplicans”, divulgado em dezembro, que abriu portas para a aceitação de casais homoafetivos na comunidade católica.

A diretriz não apenas provocou debates internos como também ataques diretos à figura do Papa, como as declarações de Carlo Maria Viganò, que acusou o sucessor de São Pedro de ser um “servo de Satanás”.

Em resposta, Francisco ressaltou a missão da Igreja em oferecer apoio espiritual a todos, sem exceções, enfatizando que a bênção é um gesto de proximidade e amor, destinado às pessoas e não à união per se, distinguindo-a claramente do sacramento do matrimônio.

A polêmica em torno das bênçãos a casais do mesmo sexo levou o Vaticano a esclarecer sua posição. O Cardeal Victor Manuel Fernández, do Dicastério para a Doutrina da Fé, enfatizou que tais bênçãos não representam um endosso a estilos de vida contrários aos ensinamentos católicos. A iniciativa busca ser um gesto de acolhimento, sem transgredir a doutrina da Igreja.

A diretriz “Fiducia Supplicans” foi interpretada por alguns como um possível endosso a uniões homoafetivas, o que contradiz a doutrina católica sobre o matrimônio. Este mal-entendido levou o Vaticano a reafirmar seu compromisso com os ensinamentos tradicionais, ao mesmo tempo que tenta adotar uma abordagem mais inclusiva e sensível pastoralmente.

O papa Francisco continua a promover uma visão de Igreja aberta ao diálogo e à inclusão, reforçando o ensinamento de que a fé deve ser um caminho de amor e aceitação para todos.

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Alexandre Borges

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Comentários (2)

Humberto Aguiar

2024-02-07 15:49:29

Bem, com todo o devido respeito, é no mínimo contraditório que o Sumo Pontífice apele contra "indignação seletiva em relação a certos pecados" quanto o próprio Vaticano vem apresentando nos últimos anos uma indignação flagrantemente seletiva em relação a certos pecados, principalmente aqueles bastante praticados abaixo da linha do Equador, digamos.


Daniela Gonzalez Macedo

2024-02-07 10:00:04

É preciso esclarecer que não se trata de um mal-entendido. O documento "Fiducia Supplicans" de fato, ainda que não tão abertamente, advoga e libera bençãos para casais em situação irregular (casos em que um ou os dois já contraíram matrimônio católico, separaram-se e agora vivem com terceira pessoa) ou para pares do mesmo sexo. A benção individual sempre foi permitida em qualquer caso, sempre fez parte da práxis da Igreja Católica, pois se supõe que uma pessoa que pede uma benção que de Deus graça e força para iniciar um processo de mudança de vida, de conversão. Se fosse esse o assunto do documento, ele seria por si só inútil, redundante. O fato é que se quer permitir bençãos a casais ou pares em situações consideradas objetivamente pecaminosas pela Igreja Católica. Basta fazer uma leitura mais atenta do documento FS para entender isso. Por essa razão é que todos os bispos africanos rejeitaram o documento, bem como o Cardeal Müller, prefeito emérito do DDF e outros prelados como Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Aztana, no Cazaquistão. E Dom Adair Guimarães, bispo de Formosa, GO, Brasil. Entre muitos outros. Antes de chegar à conclusão que se trata de um mal-entendido, fica a sugestão ao Antagonista que leia o que estão dizendo os padres, bispos e cardeais que rejeitam esse documento infeliz.


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