Meryl Streep vai interpretar Joni Mitchell em cinebiografia
Projeto dirigido por Cameron Crowe promete contar trajetória da cantora canadense sob sua própria perspectiva
A cantora e compositora canadense Joni Mitchell, 82 anos, terá sua vida retratada no cinema por Meryl Streep. O projeto, sob direção de Cameron Crowe, estava previsto para 2025, mas sofreu atrasos e ainda não tem nova data de estreia confirmada.
Segundo Crowe declarou à revista Ultimate Classic Rock, o diferencial da produção será a forma como a narrativa se desenvolve. “É a vida de Joni, não através da visão de outra pessoa, mas dela mesma. É a personagem que impactou sua vida, que vocês já conhecem, e muitas outras coisas que vocês não conhecem. E a música é tão cinemática!”, afirmou o diretor.
A participação da artista no roteiro ou como narradora não foi especificada. Por enquanto, apenas Streep teve o nome confirmado para interpretar Mitchell na fase adulta. Especulações apontam Anya Taylor-Joy e Amanda Seyfried como possíveis escolhas para a personagem jovem.
Trajetória marcada por superação
A biografia de Mitchell inclui episódios de superação que marcaram sua carreira. Aos nove anos, contraiu poliomielite, doença que enfraqueceu sua mão esquerda de forma permanente. A limitação motora a levou a desenvolver afinações alternativas no violão, técnica que influenciou gerações de músicos.
Em 2015, a cantora sofreu um aneurisma cerebral que comprometeu temporariamente sua capacidade de andar e falar. A recuperação permitiu seu retorno aos palcos em 2022, no Newport Folk Festival. Em 2024, ela participou da cerimônia do Grammy, apresentação considerada histórica.
Drama pessoal virou tema de canções
Em 1964, aos 21 anos, Mitchell morava em Calgary e trabalhava como cantora em bares quando engravidou. Abandonada pelo pai da criança aos três meses de gestação, sem recursos financeiros ou apoio familiar, decidiu entregar a filha para adoção meses após o nascimento.
No ano seguinte, mudou-se para os Estados Unidos para seguir carreira musical. A separação da filha provocou trauma duradouro, tema abordado em várias composições, embora a artista mantivesse a história em sigilo.
Em 1993, um colega de escola vendeu a informação para um tabloide, tornando o caso público. O episódio causou impacto na saúde emocional de Mitchell, mas também trouxe desdobramentos positivos.
Kelly Dale Anderson, adotada com o nome de Kilauren Gibb, procurava seus pais biológicos quando, por volta de 1997, um amigo relacionou sua história à de Joni. Mãe e filha se reencontraram e mantêm contato desde então.
A cantora chegou a declarar que começou a compor músicas após perder a filha e parou quando a reencontrou. Mitchell se define como “pintora que canta” e criou as capas de todos os seus álbuns.
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