Esqueleto achado na Holanda pode ser do lendário d’Artagnan
Análise de DNA feita em laboratório alemão deve confirmar se ossos encontrados em Maastricht pertencem ao militar francês morto em 1673
Um esqueleto descoberto durante obras em uma igreja na cidade holandesa de Maastricht pode pertencer a Charles de Batz de Castelmore, o oficial francês conhecido como d’Artagnan e que serviu de inspiração para o herói do romance Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. A informação foi divulgada por veículos de comunicação locais na quarta-feira, 25.
Os ossos vieram à tona na nave de uma igreja cuja origem remonta ao menos ao século XIII, durante reparos provocados pelo desabamento parcial do piso, ocorrido em fevereiro de 2026. O caso foi relatado pelo L1 Nieuws, veículo de comunicação da província de Limburg.
Indícios apontam para figura de alto posto
Dois elementos encontrados no local reforçam a hipótese de que os restos pertencem a um personagem de destaque. Uma moeda francesa foi localizada próxima ao esqueleto, e a posição do sepultamento também chama a atenção: os ossos estavam sob o altar da igreja, espaço reservado, naquela época, a membros da realeza ou a indivíduos de posição elevada.
O diácono Jos Valke, presente durante a escavação inicial, disse ao L1 Nieuws: “Além disso, a localização do túmulo indica que se tratava de uma pessoa importante: o esqueleto foi encontrado onde ficava o altar, e apenas membros da realeza ou outras figuras importantes eram enterrados sob um altar naquela época”.
Os restos foram removidos da igreja e encaminhados a um instituto arqueológico em Deventer, no leste dos Países Baixos. Em 13 de março de 2026, uma amostra de DNA foi coletada do esqueleto e enviada para análise em um laboratório em Munique, na Alemanha.
Busca de quase três décadas
O arqueólogo Wim Dijkman dedica 28 anos à procura dos restos mortais de d’Artagnan: “Eu sempre sou muito cauteloso, sou um cientista. Mas tenho grandes expectativas”.
D’Artagnan morreu durante o cerco de Maastricht, em 1673, a serviço da coroa francesa, sob o reinado de Luís XIV. Desde então, o paradeiro de seu corpo nunca foi determinado.
O militar gascão ganhou projeção mundial por meio do romance de Dumas, publicado no século XIX, e das adaptações cinematográficas da obra ao longo do século XX.
A confirmação da identidade depende dos resultados do exame de DNA, que será comparado ao material genético de descendentes conhecidos da família Batz de Castelmore. Não há previsão oficial de quando os resultados serão divulgados.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)