Verão extremo em São Paulo pode ultrapassar os 35ºC
São Paulo entra no verão com um cenário climático marcado por calor mais intenso e chuvas distribuídas de forma desigual ao longo do estado
São Paulo entra no verão de 2025 com um cenário climático marcado por calor mais intenso e chuvas distribuídas de forma desigual ao longo do estado.
O alerta da Defesa Civil indica dias seguidos com temperaturas elevadas, sobretudo em áreas urbanas, enquanto a chuva não deve ocorrer de forma homogênea, aumentando a atenção das autoridades para possíveis impactos de seca localizada e de tempestades concentradas.
Verão mais quente em São Paulo terá calor persistente e chuva irregular
Esse comportamento do tempo está associado a fatores regionais e globais, entre eles a atuação do fenômeno climático La Niña. O padrão esperado sugere que algumas regiões enfrentem períodos prolongados de calor acima da média, enquanto outras registrem temporais intensos em curto espaço de tempo.
Em um estado com grande densidade populacional e infraestrutura complexa, qualquer variação mais acentuada nas condições meteorológicas exige planejamento prévio. Além disso, a combinação entre urbanização acelerada e mudanças climáticas tende a amplificar extremos de temperatura e de precipitação.
O professor Ricardo Marcílio explicou em seu canal do YouTube, de forma bem didática, o que é e como funciona o fenômeno “La Niña”, em um vídeo que já soma quase 200 mil visualizações
O que mostram as previsões para o verão mais quente em São Paulo
Esse provavelmente será um verão mais quente em São Paulo, com termômetros frequentemente se aproximando ou superando os 35°C em várias cidades. As previsões indicam calor mais persistente, principalmente no interior, mas também afetando a capital e a Região Metropolitana.
As ondas de calor podem durar vários dias consecutivos, elevando a sensação térmica e pressionando sistemas de saúde, energia e abastecimento de água. Ao mesmo tempo, a distribuição de chuva deve ser irregular, favorecendo estiagem localizada em algumas áreas e alagamentos em outras.
Como o fenômeno La Niña influencia um verão mais quente em São Paulo
O La Niña é caracterizado pelo resfriamento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial, capaz de alterar padrões de circulação atmosférica em diferentes partes do planeta. No Sudeste, esse fenômeno interfere na frequência e na intensidade das frentes frias que chegam à região.
Mesmo com um verão mais quente em São Paulo, a presença do La Niña tende a introduzir maior instabilidade nas temperaturas ao longo da estação.
Períodos de calor extremo podem ser intercalados por passagens de frentes frias, gerando contrastes que favorecem tempestades localizadas e episódios de chuva intensa em curto intervalo de tempo.
O que muda no padrão de chuva e temperatura durante o verão
O contraste entre o ar muito quente e massas de ar mais frio aumenta a formação de nuvens profundas e tempestades concentradas.
Nessas situações, são comuns rajadas de vento, descargas elétricas e volumes expressivos de chuva em pouco tempo, sobretudo em áreas vulneráveis a alagamentos.
Em alguns meses, como janeiro, há expectativa de acumulados de chuva acima da média em determinadas regiões do estado, especialmente no norte paulista.
Já em dezembro, parte do território pode registrar precipitação próxima ou abaixo do normal, reforçando a ideia de uma estação bastante variável, com alternância entre períodos secos e chuvosos.

Quais cuidados a população deve adotar no verão mais quente em São Paulo
Diante de um verão mais quente em São Paulo e de chuvas irregulares, órgãos como a Defesa Civil recomendam atenção constante aos avisos oficiais.
As mensagens de alerta, enviadas por SMS, aplicativos e redes sociais, indicam riscos associados tanto ao calor extremo quanto a tempestades intensas.
Entre as medidas recomendadas em períodos de calor forte, destacam-se alguns cuidados básicos no dia a dia para reduzir riscos à saúde e ao bem-estar:
- Hidratação frequente, com consumo regular de água ao longo do dia;
- Preferência por ambientes ventilados e sombreados nos horários de maior temperatura;
- Uso de roupas leves e claras, que retêm menos calor;
- Atenção redobrada com crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, mais sensíveis ao estresse térmico.
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