Zema oficializa renúncia ao governo de Minas
Decisão permite que ele se dedique à pré-campanha à Presidência
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), oficializou neste domingo, 22, sua renúncia ao cargo, passando o comando do estado ao vice Mateus Simões (PSD).
A decisão permite que Zema se dedique à pré-campanha à Presidência; falta menos de duas semanas para o prazo final de desincompatibilização previsto em lei.
A transmissão do cargo ocorreu em duas etapas: na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde Simões prestou juramento, e no Palácio da Liberdade, com a entrega do Colar da Inconfidência.
Em discurso, o novo governador afirmou que assume o cargo com experiência sobre a “complexa realidade institucional” e a necessidade de manter equilíbrio entre os Poderes.
Com a saída de Zema, cresce a especulação sobre seu papel na eleição presidencial.
Apesar de manter a pré-candidatura pelo Novo, o ex-governador tem sido sondado para compor a chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Bolsonaro quer Zema como vice de Flávio
Como mostramos, antes de ser internado, o ex-presidente Jair Bolsonaro pediu a aliados no Congresso que tentassem convencer Zema a integrar o palanque de Flávio.
Os recados foram dados durante visitas que o ex-presidente recebeu no final de fevereiro e início de março na Penitenciária da Papuda.
Na visão de Bolsonaro, Zema não somente se encaixa no projeto presidencial de Flávio como pode ajudar o senador a vencer em Minas Gerais.
O estado tem o segundo maior colégio eleitoral do país, com aproximadamente 16,5 milhões de eleitores.
Levantamento feito pela Real Time Big Data aponta que Lula lidera numericamente em Minas em uma disputa direta contra Flávio e Zema.
Zema, no entanto, tem reafirmado que será candidato à Presidência da República. Em entrevista na última segunda-feira, 16, à EPTV Sul de Minas, em Varginha (MG), ele afirmou que ainda não houve convite formal por parte da família Bolsonaro.
“Houve veiculação desse ponto na mídia, mas nunca houve e provavelmente não haverá nenhum convite formal a mim ou ao Partido Novo, porque o meu posicionamento é que eu levarei a minha pré-campanha e campanha até o final. Eu sou um pré-candidato diferente dos demais, eu não tenho carreira política e o Brasil precisa ter sua política oxigenada”, disse.
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