Trigêmeas da escola pública furam a bolha e entram juntas na universidade
As irmãs seguiram uma rotina intensa, estudando das 7h às 21h
A aprovação das trigêmeas Letícia, Yasmin e Beatriz Oliveira em universidades públicas, após concluírem o Ensino Médio em Tempo Integral, evidencia como disciplina, apoio familiar e boa estrutura escolar podem ampliar o acesso ao Ensino Superior para estudantes da rede pública.
Qual é a relevância do acesso ao Ensino Superior público?
De acordo com a Seduc-CE, as três irmãs conquistaram vagas em universidades e institutos estaduais e federais, mostrando que a escola pública, quando bem estruturada, pode garantir caminhos concretos para a universidade.
Letícia ingressou em Serviço Social na Universidade Estadual do Ceará (Uece), motivada pela defesa de direitos e pela orientação à população. Yasmin optou por Ciências Biológicas na mesma universidade, movida pelo interesse em natureza, saúde e pesquisa científica.
Beatriz escolheu Ciência da Computação no Instituto Federal do Ceará (IFCE), campus Maracanaú, preferindo a instituição pública mesmo tendo bolsa integral pelo Prouni em faculdade privada.
Como a rotina de estudos contribuiu para a aprovação?
As irmãs seguiram uma rotina intensa, estudando das 7h às 21h. Pela manhã, frequentavam a Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Doutor César Cals, em Fortaleza.
À tarde, participavam de um cursinho preparatório para o Enem, com bolsa integral obtida pelo bom desempenho escolar.
Mesmo em turmas diferentes, mantinham forte apoio mútuo. Beatriz auxiliava em matemática e áreas de exatas, enquanto Letícia e Yasmin reforçavam conteúdos de ciências humanas e biológicas.
Qual foi o papel da escola pública na trajetória das trigêmeas?
A Escola Doutor César Cals foi decisiva pela carga horária ampliada, orientação para o Enem e acompanhamento próximo da coordenação.
Projetos como feira das profissões e parcerias com o Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec) aproximaram as alunas do mundo do trabalho e das universidades. Foi em parceria com o Centec que Beatriz descobriu a afinidade com tecnologia, chegando à Ciência da Computação.
O coordenador da 3ª série, Geh Rubens, também teve papel importante ao incentivar permanência, evitar abandono escolar e orientar escolhas de curso, inclusive sobre Uece, IFCE e programas como o Prouni.
Quais estratégias de estudo ajudaram no acesso ao Ensino Superior?
A experiência das irmãs revela hábitos que costumam aparecer em trajetórias de aprovação em universidades públicas. Esses pontos podem servir de referência para outros estudantes que buscam desempenho consistente no Ensino Médio e nos exames de ingresso.
- Rotina fixa em dois turnos: escola e cursinho preparatório.
- Apoio acadêmico mútuo, com troca de explicações entre as irmãs.
- Participação ativa em feiras, projetos e parcerias externas.
- Busca de informações sobre cursos, instituições e programas de acesso.
- Planejamento de longo prazo, com foco no Enem e vestibulares específicos.

Que lições essa história oferece a outros estudantes?
A trajetória das trigêmeas mostra que interesses diferentes podem coexistir, desde que haja um objetivo comum: ingressar no Ensino Superior. Serviço Social, Ciências Biológicas e Ciência da Computação exigem dedicação, mas também boa orientação e organização pessoal.
O caso indica que a escola em tempo integral, articulada com cursinhos, projetos de vida e orientação profissional, pode transformar o Ensino Médio em etapa real de preparação universitária.
Com apoio familiar, acompanhamento pedagógico e metas claras, mais jovens da rede pública podem ocupar vagas em universidades e institutos federais e estaduais.
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