'Tribunal do Crime' matou suposto assassino de estudante da USP? PC investiga

18.02.2026

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‘Tribunal do Crime’ matou suposto assassino de estudante da USP? PC investiga

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4 minutos de leitura 24.04.2025 20:17 comentários
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‘Tribunal do Crime’ matou suposto assassino de estudante da USP? PC investiga

A principal linha de investigação sugere que Madureira pode ter sido vítima de um "tribunal do crime".

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‘Tribunal do Crime’ matou suposto assassino de estudante da USP? PC investiga
Polícia investiga se suspeito de matar aluna da USP foi torturado e morto por 'tribunal do crime'. Foto: Divulgação Polícia Civil

A Polícia Civil de São Paulo está conduzindo uma investigação para determinar se o ‘Tribunal do Crime‘ é responsável pela morte de Esteliano José Madureira, suspeito de assassinar a estudante da Universidade de São Paulo (USP), Bruna Oliveira da Silva.

A principal linha de investigação sugere que Madureira pode ter sido vítima de um “tribunal do crime”, uma prática comum entre facções criminosas para julgar e punir aqueles que desagradam suas regras.

O corpo de Madureira foi encontrado na noite da última 4°feira, 23, na Avenida Morumbi, Zona Sul de São Paulo.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o corpo estava envolto em uma lona, vestido e calçado, com as pernas amarradas e apresentando mais de dez lesões, possivelmente causadas por facadas.

A Polícia Militar (PM) foi responsável por localizar o corpo e iniciar as investigações.

Como funcionam os Tribunais do Crime?

Os tribunais do crime seguem uma dinâmica própria, onde a pessoa acusada é geralmente sequestrada e levada a um local isolado, como uma casa abandonada ou um terreno baldio.

Durante o “julgamento”, o acusado tem a oportunidade de se defender das acusações. Se conseguir convencer os julgadores, pode ser liberado. Caso contrário, é obrigado a confessar o crime e, dependendo da gravidade, pode ser morto.

As punições variam de acordo com o delito. Crimes considerados graves, como estupro ou assassinato, podem resultar em pena de morte.

Já para delitos menores, como roubo ou agressão, as punições podem incluir espancamentos ou mutilações. A execução das sentenças é rápida e, muitas vezes, brutal, servindo como um aviso para a comunidade.

Por que os Tribunais do Crime existem?

A existência dos tribunais do crime está intimamente ligada à ausência do Estado em certas regiões.

Em áreas onde a presença policial é fraca ou inexistente, as facções criminosas preenchem o vácuo de poder, impondo suas próprias regras e sistemas de justiça.

Isso cria uma espécie de “paz” nas comunidades, onde os moradores seguem as regras impostas pelas facções para evitar punições.

'Tribunal do Crime' matou suposto assassino de estudante da USP PC investiga
Policia. Créditos: depositphotos.com / zeferli@gmail.com

Além disso, a desconfiança no sistema judicial oficial, que muitas vezes é visto como ineficaz ou corrupto, leva algumas pessoas a aceitarem a justiça das facções como uma alternativa viável.

No entanto, essa forma de justiça é arbitrária e violenta, sem garantias de direitos ou um processo justo.

Quais são as consequências do Tribunal do Crime?

Os tribunais do crime têm várias consequências negativas para as comunidades onde operam. Em primeiro lugar, perpetuam um ciclo de violência e medo, onde os moradores vivem sob constante ameaça de punição.

Além disso, a presença dessas facções impede o desenvolvimento social e econômico das áreas, já que a insegurança afasta investimentos e serviços públicos.

Outro impacto significativo é a erosão da confiança nas instituições oficiais. Quando as facções assumem o papel de “justiça”, a legitimidade do Estado é minada.

Para combater esse fenômeno, é crucial que o Estado fortaleça sua presença nessas áreas, oferecendo segurança e justiça de forma justa e eficaz.

O futuro do Tribunal do Crime

O combate aos tribunais do crime requer uma abordagem multifacetada, que inclua o fortalecimento das instituições públicas, a melhoria das condições socioeconômicas das comunidades afetadas e a promoção de uma cultura de paz e legalidade.

Somente com um esforço conjunto entre governo, sociedade civil e organizações internacionais será possível erradicar essa prática e garantir justiça e segurança para todos os cidadãos.

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