Tragédia na BR-116 deixa 11 mortos em Pelotas
O acidente ocorreu por volta das 11h30, no km 491 da BR-116, em um ponto com tráfego em mão única por causa de intervenções na pista.
Um acidente entre um caminhão e um ônibus na BR-116 no dia 2 de janeiro, em Pelotas (RS), em trecho de pista simples sobre uma ponte devido a obras, causou 11 mortos e 11 feridos, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O que se sabe sobre o acidente em Pelotas na BR-116
O acidente ocorreu por volta das 11h30, no km 491 da BR-116, em um ponto com tráfego em mão única por causa de intervenções na pista.
O ônibus havia partido de Pelotas cerca de uma hora antes, com destino a São Lourenço do Sul, em viagem regional com passageiros.
O caminhão seguia no sentido oposto e teria sido surpreendido por uma fila de veículos em baixa velocidade ou parados, desviando repentinamente para a contramão e invadindo a faixa do ônibus sobre a ponte, onde não havia área de escape.
Imagens fortes⚠️🔔Imagens da Ecovias Sul mostram momento anterior a colisão que deixou 11 mortos na BR-116, em Pelotas
— Não FOI ACIDENTE (@OficialNFA) January 3, 2026
O ônibus realizava a linha Pelotas–São Lourenço do Sul e transportava cerca de 27 passageiros. As autoridades confirmaram 11 óbitos no local do acidente. pic.twitter.com/u2NyfMJqQA
Como foi o atendimento às vítimas e as ações imediatas
De acordo com a PRF, o motorista do caminhão foi socorrido com vida e passou por teste do bafômetro, que não indicou presença de álcool.
Equipes de resgate federais, estaduais e municipais atuaram de forma conjunta, realizando triagem no local e encaminhando os feridos para hospitais da região sul do estado.
A ponte onde ocorreu a colisão foi parcialmente interditada, gerando congestionamento prolongado na BR-116.
Governo do Rio Grande do Sul, prefeituras da região e concessionária da rodovia informaram que acompanham o caso e oferecem apoio a vítimas e familiares.
Quais fatores podem ter contribuído para o acidente
A análise de um acidente grave como o de Pelotas considera combinação de fatores como condições da via, sinalização de obras, fluxo intenso e reação dos motoristas diante de um congestionamento súbito em pista simples.
A ocorrência em ponte, sem acostamento, aumenta o risco de colisão frontal em qualquer desvio brusco.
As investigações costumam apurar diversos pontos técnicos e operacionais para reconstruir a dinâmica do sinistro e identificar eventuais falhas humanas ou estruturais:
- Sinalização da obra e avisos prévios sobre redução de pista e lentidão;
- Velocidade praticada frente à condição de pista simples e fluxo intenso;
- Distância de segurança mantida entre veículos em situação de fila;
- Layout da ponte, incluindo largura, barreiras e ausência de acostamento;
- Condições climáticas, como visibilidade e aderência na hora da colisão.

Como acidentes na BR-116 afetam a segurança viária regional
A BR-116 é uma das rodovias mais movimentadas do país, com forte fluxo de caminhões, ônibus e veículos leves no Rio Grande do Sul, especialmente entre Pelotas e cidades da região sul.
Acidentes com múltiplas vítimas nesse corredor impactam diretamente o transporte de passageiros, o escoamento de cargas e a rotina de moradores.
Nessas situações, órgãos de trânsito e gestores revisam procedimentos de gestão de obras em pontes e viadutos, fiscalização de velocidade em trechos críticos e monitoramento por câmeras, utilizando imagens como a do acidente de Pelotas para aprimorar sinalização e protocolos em redução de pista.
O que muda para passageiros e motoristas após o acidente
Eventos como o acidente entre ônibus e caminhão em Pelotas costumam aumentar a percepção de risco em trechos de obras e pistas simples, principalmente em pontes.
Passageiros de linhas intermunicipais e caminhoneiros que utilizam diariamente a BR-116 tendem a redobrar a atenção às orientações de trânsito e às condições da rodovia.
Entre as medidas reforçadas estão o treinamento de motoristas profissionais para lidar com congestionamentos súbitos, a adoção rigorosa de distância segura em pista única, o planejamento de viagens em horários de menor fluxo, a consulta a boletins de tráfego e o uso de cinto de segurança em todos os assentos de ônibus quando disponível.
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