Toffoli passou 168 dias em resort no Paraná
Diárias dos seguranças do magistrado custaram 548,9 mil reais nas viagens ao local, que é conhecido como "resort do Toffoli"
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou ao menos 168 dias no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), desde dezembro de 2022. Nessas viagens, as diárias dos seguranças do magistrado custaram 548,9 mil reais os cofres públicos.
As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal Metrópoles e confirmadas por O Antagonista. O Tayayá é conhecido como “resort do Toffoli”. Funcionários do local apontam que o ministro é o dono.
O magistrado foi ao resort sete vezes desde que a propriedade foi vendida ao advogado Paulo Humberto Barbosa – sócio de dirigentes da J&F -, em abril do ano passado. Nessas viagens, ficou 58 dias no local.
Os dados das viagens de Toffoli ao resort foram levantados a partir das informações das diárias de segurança pagas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, de São Paulo. Normalmente o TRT-2 envia equipes de segurança para escoltar o ministro quando ele está no Tayayá.
Geralmente, o tribunal envia quatro ou cinco agentes para fazer a segurança do magistrado no resort. Quando a permanência dele no local passa de cinco dias, ocorre uma troca na turma de agentes.
Segundo o Metrópoles, o ministro chegou a fechar o resort para uma festa destinada a convidados e familiares. “Na ocasião, o estabelecimento já havia sido vendido por dois irmãos e um primo do ministro a um advogado da J&F, a gigante frigorífica de Joesley e Wesley Batista”, diz o portal.
Como revelou O Antagonista, em setembro de 2021, José Carlos e José Eugênio, irmãos de Toffoli, eram sócios do Tayayá Aqua Resort.
Ainda nesta semana, a imprensa também revelou que um fundo de investimentos que teve a família Toffoli como sócio, o Arleen, transferiu em torno de 33,9 milhões de reais para contas de uma offshore localizada nas Ilhas Virgens.
Para a Transparência Internacional – Brasil, “já há um conjunto de evidências muito mais que suficientes para que a PGR e o Senado instaurem procedimentos de apuração” em relação ao ministro.
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
22.01.2026 10:55Quem vai incriminar algum Ministro do Supremo, que comete algum crime, será o Papa?? Eles podem tudo, e ninguém pode reclamar. Já passou da hora de acabar com nomeação de incompetente para o STF, poderiam ser votados em plebiscito, desde que os candidatos fossem eméritos juristas.