“Tem que estar preso e jogar a chave fora”, afirma Moro sobre Daniel Vorcaro
Falta do banqueiro à CPMI amplia pressão política e questionamentos sobre investigações
O senador Sérgio Moro (União-PR) defendeu nesta segunda-feira, 23, a prisão do banqueiro e ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao comentar suspeitas de fraude financeira bilionária envolvendo o executivo. Convocado para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Vorcaro havia informado à cúpula do colegiado que não vai comparecer à sessão previamente marcada.
Moro atribuiu gravidade extrema ao caso e afirmou que o empresário deveria estar preso preventivamente diante do volume de recursos sob suspeita e do possível impacto sobre o sistema financeiro.“Fraude financeira de bilhões de reais, manipulação da opinião pública contra o Banco Central e uma rede espúria para proteção contra investigação. Mil vezes pior do que o Careca do INSS“, pontuou.
O senador também citou estimativas de prejuízo relacionadas a créditos potencialmente cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Para ele, a permanência de Vorcaro em liberdade é incompatível com a dimensão das perdas apontadas.
“Um indivíduo que é responsável por um rombo de 42 bilhões de reais, só falando naqueles créditos que podem ser recuperados pelo fundo garantidor, um indivíduo desse tem que estar preso e jogar a chave fora, pelo amor de Deus.”
Além da CPMI do INSS, Vorcaro foi convidado a prestar esclarecimentos na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, onde a expectativa é que ele compareça. Havia um acordo para que o banqueiro falasse na CPMI apenas sobre suspeitas de irregularidades em empréstimos consignados ligados ao Banco Master. Nos bastidores, interlocutores avaliam que o executivo considerou o ambiente da CPMI mais hostil, especialmente diante da intenção declarada de parlamentares de ampliar o escopo das perguntas. Integrantes do colegiado indicaram que pretendiam questioná-lo sobre possíveis conexões com membros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Na CAE, por se tratar de audiência pública com formato distinto, a avaliação de aliados é que o depoimento possa ocorrer em ambiente mais controlado.
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