TCU e Governo disputam Abono Salarial: confira a seguir TCU e Governo disputam Abono Salarial: confira a seguir
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TCU e Governo disputam Abono Salarial: confira a seguir

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 25.04.2024 06:30 comentários
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TCU e Governo disputam Abono Salarial: confira a seguir

Disputa fiscal, a consequência da decisão do TCU sobre o Abono Salarial.

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TCU e Governo disputam Abono Salarial: confira a seguir
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Recentemente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou um impasse com o Tribunal de Contas da União (TCU) relacionado ao pagamento do abono salarial, conhecido como PIS/Pasep. Atualmente, o abono é pago dois anos após a aquisição do direito.

No entanto, uma nova decisão do TCU sugere que esse pagamento seja realizado apenas um ano depois.

O governo, através de documento obtido pelo GLOBO, expressa uma discordância veemente com essa mudança, apontando um possível impacto financeiro de R$ 30 bilhões em 2025.

Essa mudança poderia reduzir drasticamente o espaço para outras despesas importantes, como investimentos e custeio da máquina pública.

Qual é o impacto financeiro da antecipação do pagamento do Abono Salarial?

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do próximo ano já indica um orçamento restrito, com a necessidade de gerar receitas adicionais da ordem de R$ 50 bilhões para se atingir a meta fiscal revisada de equilíbrio entre receitas e despesas.

A antecipação do abono salarial amplificaria os desafios financeiros, impondo riscos ao financiamento de programas sociais e à manutenção da infraestrutura pública.

Ademais, esse ajuste teria reflexos nos princípios de anualidade orçamentária e na gestão fiscal responsável.

A complexidade na identificação do direito ao benefício e a inscrição de restos a pagar, quando uma despesa é transferida de um ano para outro, são outros pontos de preocupação levantados pelo governo.

Por que o pagamento do Abono em dois anos não prejudica?

Contrariando argumentos de possíveis prejuízos ao trabalhador, o governo defende que o modelo atual de dois anos para o pagamento do abono não é prejudicial.

Essa sistemática garante que o trabalhador receba o benefício com base no salário mínimo atualizado, o que pode representar um valor maior em comparação com um pagamento mais imediato e potencialmente desvalorizado pela inflação.

Mudança nos calendários e seus efeitos

O pedido de revisão da decisão também toca na questão do calendário de pagamento estipulado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

A determinação do TCU para o pagamento no ano subsequente alteraria toda a programação de pagamentos previamente estabelecida, aumentando a incerteza orçamentária para os próximos anos.

Este ano, por exemplo, os pagamentos do abono referentes a 2022 estão programados para ocorrer entre fevereiro e agosto, alcançando mais de 24 milhões de trabalhadores, com um custo aproximado de R$ 27 bilhões.

Uma alteração na programação atual poderia trazer complicações não somente para o governo mas também para milhões de trabalhadores que dependem desse benefício.

O futuro do Abono Salarial e desafios governamentais

  • Reserva de Contingência: Discussão sobre sua classificação como despesa primária ou financeira.
  • Riscos para o financiamento de políticas públicas essenciais.
  • Possíveis medidas corretivas em caso de riscos fiscais demonstrados nas avaliações bimestrais.

O desfecho desta discussão fiscal não apenas decidirá o destino de bilhões em orçamento público anual, mas também o suporte financeiro a milhões de trabalhadores brasileiros.

Como uma questão de responsabilidade fiscal e governamental, o alinhamento entre os poderes será crucial para assegurar uma política de benefícios equitativa e sustentável.

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