STF reforça segurança para julgamento de Bolsonaro
Medidas incluem controle rigoroso de acesso, inspeção de veículos e uso de drones com imagens térmicas
O Supremo Tribunal Federal (STF) montou um esquema para reforçar a segurança durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus, acusados de suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Além dos policiais judiciais, que trabalham 24 horas em revezamento, a Corte contará com apoio de agentes de tribunais de outros estados. Segundo o STF, “a partir desse planejamento e da atualização constante das análises de risco, o STF adapta os meios e estratégias de atuação para garantir a segurança institucional e do público envolvido”.
O acesso ao plenário da Primeira Turma, onde ocorrerá o julgamento, será restrito a pessoas credenciadas. Todos passarão por detectores de metais e revistas, e veículos estacionados no local também serão inspecionados.
Cães farejadores farão varredura no prédio para detectar explosivos, e copos de vidro e xícaras serão substituídos por descartáveis. Apenas ministros, advogados e réus terão permissão para consumir água e café dentro do plenário.
A segurança na Praça dos Três Poderes será reforçada com o início do julgamento, em operação conjunta com a Polícia Judicial do STF e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Serão utilizados drones com imagens térmicas para monitoramento de movimentos e objetos à distância.
O protocolo inclui ainda proteção contra ataques cibernéticos, com monitoramento constante da Deep Web para prevenir ações de hackers. O objetivo é garantir a integridade física e digital da Corte durante todo o julgamento.
Como será o julgamento de Bolsonaro?
O julgamento começa na terça-feira, 2, e deve se estender até 12 de setembro.
A primeira turma do STF, formada por cinco ministros, analisará acusações contra Bolsonaro e outros sete réus do núcleo central da ação penal. As sessões ocorrerão em cinco dias, com horários de 9h às 12h em dois dias e sessões duplas, das 9h às 12h e das 14h às 19h, nos demais dias, totalizando cerca de 27 horas de julgamento.
Os réus não precisam comparecer presencialmente. Alguns, como o tenente-coronel Mauro Cid, optaram por não ir para evitar constrangimentos com os demais. A primeira etapa será a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes, com apresentação dos fatos, crimes apontados e resumo do processo, prevista para durar cerca de uma hora e meia.
Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá duas horas para defender a condenação, seguido do advogado de Mauro Cid, e depois os defensores dos demais réus terão uma hora cada. Essa fase deve ocupar mais de dez horas de julgamento, concentradas na primeira semana.
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Comentários (1)
Joaquim Arino Durán
31.08.2025 16:48Todo o cuidado é pouco. Estamos tratando com milicianos golpistas, em grande parte militares, apoiados ainda por uma leva que eles mesmos classificam de "malucos".