SP libera financiamento verde de US$ 110 milhões para empresas e municípios
Linha do BID amplia crédito para eficiência energética, mobilidade limpa e infraestrutura urbana; governo cria parque de 10,9 mil hectares para reforçar segurança hídrica
O governo de São Paulo anunciou, nesta terça, 4, um financiamento de US$ 110 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para impulsionar projetos sustentáveis no estado.
O acordo, apresentado no Summit Agenda SP+Verde no Parque Villa-Lobos, será operacionalizado pela agência estadual de fomento Desenvolve SP e atenderá empresas e prefeituras, segundo o governo paulista e a própria Desenvolve SP.
De acordo com a Desenvolve SP, os recursos ampliarão o crédito de longo prazo para iniciativas de eficiência energética, geração de energia renovável, mobilidade de baixo carbono e infraestrutura urbana inclusiva. A agência afirma que a carteira prioriza micro, pequenas e médias empresas, com foco adicional em empreendedoras mulheres, pessoas negras e projetos em territórios vulneráveis.
Ao abrir o evento, o governador Tarcísio de Freitas disse que a linha está integrada às estratégias setoriais do estado.
“Celebramos, entre tantas parcerias, esse acordo de US$ 110 milhões da Desenvolve SP com o BID para levar crédito a empresas que vão se dedicar à transição energética, tema estratégico para São Paulo”, afirmou o governo paulista em fala registrada pela organização do encontro.
No mesmo ato, o governo de São Paulo confirmou a criação do Parque Estadual do Morro Grande, unidade de conservação de proteção integral na Floresta do Morro Grande, entre Cotia e Ibiúna.
Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e a Fundação Florestal, a área protegida terá 10.870 hectares, cerca de 3 mil hectares a mais que o Parque Estadual da Cantareira, abrigando remanescentes de Mata Atlântica e espécies nativas de fauna e flora.
A Semil informa que o novo parque resguarda nascentes e cabeceiras do rio Cotia e de outros cursos d’água que alimentam os reservatórios Pedro Beicht e Cachoeira da Graça, do Sistema Produtor Cotia.
Esse sistema responde pelo abastecimento de água de alta qualidade para aproximadamente 400 mil pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, reforçando a segurança hídrica de municípios do entorno, conforme dados técnicos do setor hídrico estadual.
O decreto de criação foi assinado durante o Summit Agenda SP+Verde, com participação do prefeito de Cotia, Welington Formiga.
Segundo a gestão paulista, o parque será a 37ª unidade estadual desse tipo e terá gestão da Fundação Florestal, com ações de proteção, pesquisa e educação ambiental. A Semil afirma que a medida integra a agenda climática do estado com metas até 2050 e políticas de resiliência urbana.
Na frente financeira, o governo paulista e a Desenvolve SP estimam que a linha do BID permitirá alavancar investimentos privados em cadeias de energia limpa e redução de emissões, além de modernização de iluminação pública, transporte menos poluente e requalificação de infraestrutura em bairros periféricos.
O governo aponta que as operações seguirão critérios ambientais e sociais do BID e do estado, com exigências de desempenho e acompanhamento técnico.
O Summit Agenda SP+Verde, que ocorre nesta terça, 4, e quarta, 5, reúne órgãos públicos, empresas e especialistas para discutir financiamento verde, resiliência urbana e sociobiodiversidade.
Segundo a organização e o governo estadual, a combinação de crédito climático com a expansão de áreas protegidas busca conectar investimentos à preservação de mananciais e à adaptação das cidades às mudanças do clima.
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