Sim, criação de pombo-correio ainda existe e está dando bastante dinheiro $$
A combinação entre tradição, valor simbólico e apelo visual faz com que a ave seja procurada por diferentes tipos de clientes.
Em diferentes regiões do interior paulista, a criação de pombo-correio deixou de ser apenas tradição de família para se tornar uma atividade comercial organizada.
Essa ave, conhecida historicamente pela capacidade de retornar ao seu ponto de origem, hoje chama atenção também como atração visual em festas, eventos corporativos e empreendimentos de turismo rural.
A combinação entre beleza, rusticidade e facilidade de manejo tem estimulado novos criadores a investir no segmento, que opera com custos relativamente baixos e boa margem de lucro.
A palavra-chave nesse mercado é “pombo-correio”. Ela define tanto a espécie utilizada quanto o tipo de criação, que costuma ser estruturada em pequenas propriedades, chácaras e sítios.
Em São Paulo, muitos plantéis começaram como hobby de famílias de imigrantes e, com o tempo, foram sendo adaptados a uma lógica empresarial.
Sem exigir grandes áreas ou investimentos em equipamentos complexos, a criação se apresenta como alternativa de renda complementar, especialmente para produtores que já atuam com turismo rural ou organização de eventos.
O que é o pombo-correio e por que ele desperta interesse?
O pombo-correio é uma variedade de pombo doméstico selecionada ao longo de séculos pela capacidade de orientação e retorno ao local de origem.
Além da aptidão para “carregar mensagens”, essa ave apresenta forte apelo estético: cores variadas, plumagens bem definidas e postura elegante.
Em um cenário em que casamentos, inaugurações e ações de marketing buscam elementos visuais marcantes, o pombo-correio passou a ser requisitado como símbolo de paz, união e celebração, aumentando a demanda por exemplares bem cuidados.
Na prática, a criação de pombo-correio combina características de uma atividade zootécnica com traços de tradição cultural. Muitos criadores mantêm linhagens familiares, selecionando aves pela capacidade de voo, resistência e padrão de penas. Em São Paulo, relatos de plantéis que atravessam gerações ajudam a explicar a consolidação desse mercado.
A experiência acumulada orienta o manejo, a reprodução e a organização dos pombais, permitindo oferecer animais saudáveis e bem adaptados a deslocamentos, apresentações públicas e exposição em ambientes de turismo rural.

Criação de pombo-correio em São Paulo: como o negócio funciona?
O modelo de negócio da criação de pombo-correio no estado de São Paulo costuma ser relativamente simples. Em geral, os produtores investem em um pombal bem ventilado, com alojamentos individuais ou compartimentados, comedouros, bebedouros e espaços de voo controlado.
A alimentação se baseia em grãos variados, complementados por suplementos minerais e vitamínicos. O custo de manutenção por ave tende a ser baixo, o que abre espaço para margens atrativas na venda de cada pombo.
Um ponto citado por criadores é a relação entre custo de produção e preço de venda. Em muitos casos, o valor obtido por animal chega a ser mais do que o dobro das despesas com ração, estrutura e cuidados sanitários.
Em propriedades de turismo rural, os pombos-correio não representam apenas uma fonte de renda direta com a comercialização das aves, mas também um diferencial para atrair visitantes.
Atividades como soltura de pombos em cerimônias, observação dos bandos em voo e visitas guiadas aos pombais agregam serviços ao negócio principal da fazenda ou sítio.
Além da venda individual de exemplares, há produtores que estruturam pacotes específicos para o setor de eventos.
Nesses casos, o criador combina a locação de aves, o transporte até o local, a orientação sobre o manejo durante a cerimônia e, quando necessário, o treinamento prévio dos animais para retornarem ao pombal após a soltura.
Esse conjunto de serviços amplia o faturamento e fortalece a presença do pombo-correio no mercado de entretenimento e turismo.
Quais são os principais clientes e usos comerciais do pombo-correio?
A lista de clientes para o pombo-correio é variada, mas dois segmentos se destacam: o setor de eventos e o turismo rural.
Em festas de casamento, aniversários, inaugurações de empresas e ações promocionais, as aves são usadas em solturas simbólicas ou como parte de cenários fotográficos.
Já em hotéis-fazenda, pousadas rurais e propriedades abertas à visitação, o pombo-correio é integrado a roteiros turísticos, funcionando como atração para famílias e grupos escolares.
Entre os usos mais comuns do pombo-correio em atividades comerciais, podem ser citados:
- Soltura em casamentos e eventos corporativos: bandos de pombos são liberados em momentos específicos, retornando depois ao pombal de origem.
- Atividade educativa em turismo rural: visitantes aprendem sobre o comportamento das aves, história do correio por pombos e cuidados básicos de manejo.
- Exposição em feiras e mostras agropecuárias: criadores apresentam exemplares de destaque, trocam matrizes e fecham negócios.
- Venda de matrizes e reprodutores: criadores iniciantes compram casais formados ou filhotes para montar seus próprios plantéis.
Em muitos casos, o interesse dos compradores está diretamente ligado à beleza do pombo-correio. Penas bem alinhadas, cores marcantes e aparência saudável são fatores determinantes na hora da negociação.
Isso faz com que o criador invista não apenas em genética, mas também em manejo, higiene do pombal e alimentação equilibrada, garantindo um padrão visual que agrade o público dos eventos e dos espaços turísticos.
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Como funciona a reprodução do pombo-correio e o ciclo de produção?
Na criação de pombo-correio, a reprodução segue um ritmo relativamente rápido, o que favorece a oferta contínua de aves para o mercado.
Um aspecto frequentemente mencionado é que esses pombos tendem a formar casais estáveis, mantendo o vínculo ao longo da vida.
Esse comportamento facilita o manejo reprodutivo, já que o criador consegue identificar os pares e organizar ninhos específicos para cada dupla.
O ciclo reprodutivo envolve algumas etapas principais:
- Formação do casal: o macho corteja a fêmea, e, após a aceitação, os dois passam a compartilhar o mesmo ninho.
- Postura dos ovos: geralmente, a fêmea coloca dois ovos por ninhada, com intervalo curto entre um e outro.
- Incubação: machos e fêmeas se revezam no ninho, o que é visto como um comportamento de cuidado compartilhado.
- Criação dos filhotes: ambos os pais alimentam os pombinhos com “leite de papo” nas primeiras semanas, antes da introdução de grãos.
- Desmame e treinamento: após cerca de 40 dias, os filhotes começam a voar e podem ser preparados para a venda ou treinados para retornarem ao pombal.
Esse tempo relativamente curto entre o nascimento e a prontidão para comercialização permite que o criador planeje lotes mensais ou bimestrais de oferta.
A programação leva em conta a sazonalidade dos eventos, como o aumento da procura por pombo-correio em épocas de casamentos ao ar livre, festas de fim de ano ou feriados prolongados, quando o turismo rural registra maior movimento.

Criação de pombo-correio: Regulamentação, manejo e cuidados básicos
Em termos de legislação, o pombo-correio é classificado como espécie doméstica no Brasil. Por essa razão, não há exigência de licença específica do Ministério da Agricultura e Pecuária apenas para a criação em si, desde que sejam respeitadas normas sanitárias gerais e leis locais de bem-estar animal.
Ainda assim, muitos criadores optam por manter registros detalhados de seus plantéis, tanto por organização interna quanto para facilitar o controle de linhagens e vendas.
O manejo adequado inclui limpeza regular do pombal, vacinação quando indicada por médicos-veterinários, controle de parasitas internos e externos, além de monitoramento da qualidade da ração e da água. A ventilação e a proteção contra chuva, vento forte e sol intenso também são fundamentais para evitar doenças respiratórias e estresse térmico.
Quanto maior o cuidado com esses pontos, maiores as chances de o plantel apresentar bom desempenho reprodutivo e aparência saudável, fatores diretamente ligados ao interesse do mercado.
Do ponto de vista econômico, a criação de pombo-correio em São Paulo mostra-se como alternativa de renda complementar com potencial de expansão. A combinação entre tradição, valor simbólico e apelo visual faz com que a ave seja procurada por diferentes tipos de clientes.
Para quem já atua com eventos ou turismo rural, integrar o pombo-correio à oferta de serviços pode representar um passo estratégico para diversificar o negócio e atender a demandas específicas de um público em busca de experiências diferenciadas.
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