Saiba quem é Renata Monteiro, a representante do Brasil no 'Oscar' da ONU Saiba quem é Renata Monteiro, a representante do Brasil no 'Oscar' da ONU
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Saiba quem é Renata Monteiro, a representante do Brasil no ‘Oscar’ da ONU

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Wesley Oliveira
3 minutos de leitura 23.03.2024 07:42 comentários
Brasil

Saiba quem é Renata Monteiro, a representante do Brasil no ‘Oscar’ da ONU

A tenente-coronel do Exército brasileiro foi indicada pela sua atuação na missão de paz no Sudão do Sul

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Saiba quem é Renata Monteiro, a representante do Brasil no ‘Oscar’ da ONU
Renata Monteiro concorre ao prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU | Foto: Divulgação

Primeira integrante do Exército brasileiro a ser indicada ao prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero das Nações Unidas (ONU), a tenente-coronel Renata de Castro Monteiro Netto chega ao Brasil depois de cumprir um ano de missão no Sudão do Sul. A brasileira foi escolhida entre os 14 mil militares de diversos países que atuam no país do continente africano.

“É um orgulho e uma responsabilidade muito grande. Responsabilidade, porque eu estou representando todos aqueles militares e também representando a nossa bandeira. O nosso país tem um histórico sensacional de sucesso em missão de paz”, disse a militar a O Antagonista sobre sua indicação ao prêmio da ONU.

Nascida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, Renata Monteiro tem 51 anos é formada em odontologia e ingressou no Exército em 1996. “Me adaptei muito rapidamente a vida militar e decidi que era a carreira que desejava seguir”, conta a tenente-coronel.

Sobre a sua atuação em missões de paz, Renata afirma que começou sua preparação em 2018 e, desde então, vem ampliando suas experiências nesse segmento. No Sudão do Sul a sua função é monitorar e reportar qualquer tipo de violação dos direitos humanos percebidas durante as patrulhas aéreas, ribeirinhas e motorizadas. 

No país africano, Renata desempenha sua função desarmada, liderando as patrulhas como símbolo de boa-fé e confiança. Ela leva o capacete azul como símbolo da presença da Organização em áreas de cessar-fogo.

Sobre a participação feminina em missões de paz, a tenente-coronel afirma que a presença de uma mulher na mesa de negociação “muda tudo”.

“O Sudão do Sul tem apenas 13 anos de independência. Eles ainda têm uma cultura mais patriarcal. Então a presença de uma mulher durante as intervenções ou nas negociações com o governo do Sudão do Sul já muda tudo. Já empodera e incentiva outras mulheres a fazerem parte das decisões”, afirma.

Prêmio da ONU

O resultado do prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU deverá ser divulgado ao final de maio, em Nova York. Duas militares brasileiras já ganharam o prêmio, mas elas eram da Marinha.

A indicação é feita pelo Representante Especial do Secretário-Geral da ONU e pelo Comandante da Força Militar. Concorrem todos os militares que tenham se destacado no ano de 2023, com atuações voltadas para a equidade e paridade de gênero.

Cada Missão de paz escolhe o seu representante militar. Uma comissão avalia a biografia e atuações realizadas para a decisão final. 

Sudão do Sul

O Sudão do Sul se tornou independente em 2011, após se tornar o 193º país reconhecido mundialmente, sendo o mais novo do mundo. Em 2013, se viu em uma guerra civil que, em cinco anos, causou mais de 380 mil mortes, cerca de quatro milhões de deslocados.

Até que em 2018, o presidente do país, Salva Kiir, e o atual vice-presidente, Riek Machar, que eram rivais, assinaram um acordo de paz. Ainda assim, o país vive em constantes conflitos, já que as diversas etnias que vivem por lá disputam território e poder.

Renata Monteiro durante patrulha na missão de paz do Sudão do Sul | Foto: Divulgação
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