Retrospectiva: o dia da megaoperação no RJ contra o Comando Vermelho
Pesquisa Genial/Quaest divulgada dias após a operação mostrou que a aprovação à gestão Cláudio Castro subiu dez pontos
A Polícia do Rio de Janeiro deflagrou em 28 de outubro uma megaoperação para prender cerca de 100 traficantes do Comando Vermelho (CV).
Pelo menos 2.500 agentes das forças de segurança foram às ruas dos complexos do Alemão e da Penha.
Os criminosos reagiram com tiros e barricadas em chamas para impedir o avanço da polícia. Ao todo, 117 pessoas morreram.
Operação Contenção
A Operação Contenção foi deflagrada após mais de um ano de investigação conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), segundo o governo do Rio de Janeiro.
A ação visa “combater a expansão territorial do Comando Vermelho e capturar lideranças criminosas do Rio de Janeiro e de outros estados”.
Ao longo do dia, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão obtidos na Justiça.
A Polícia Militar informou que mais de 90 fuzis foram apreendidos na megaoperação.
Durante as investigações, a Polícia descobriu que o Comando Vermelho gastou mais de 5 milhões de reais em apenas um mês com a compra de armas e munição. Os dados constavam em uma planilha extraída pela Polícia Civil da conta de WhatsApp do traficante Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, o Da Roça.
Com base em mensagens e vídeos coletados que mostram o funcionamento interno do CV, o juiz Leonardo Rodrigues da Silva Picanço, da 42ª Vara Criminal da capital fluminense, disse que “os elementos de convicção deixam revelar indícios suficientes de autoria e prova da materialidade dos crimes de tortura e associação para o tráfico de drogas, praticados com emprego de arma de fogo e envolvendo adolescentes”.
Segundo o Ministério Público, o gerente geral do tráfico na Penha era Washington César Braga da Silva, o Grandão ou Síndico, um dos homens de confiança de Edgar Alves de Andrade, o Doca.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada dias após a operação mostrou que a aprovação à gestão do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (foto), subiu dez pontos percentuais após a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha.
Segundo o levantamento, 53% dos entrevistados aprovaram a administração estadual, ante 43% registrados em agosto. A desaprovação se manteve estável, passando de 41% para 40%.
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