Renan Filho admite que vice do MDB pode destravar apoio a Lula
Ministro dos Transportes afirma que seu partido ainda não definiu posicionamento, mas que ala governista tem condições de prevalecer
O ministro dos Transportes, Renan Filho (foto), defendeu que a estratégia eleitoral do presidente Lula (PT) para 2026 busque “ocupar o máximo possível do centro político” e afirmou que a negociação com seu partido, o MDB, pode envolver a vaga de vice na chapa.
Renan disse em entrevista ao jornal O Globo que o MDB ainda não definiu oficialmente seu posicionamento, mas que a ala governista do partido tem condições de prevalecer.
“O MDB só define para onde vai caminhar em convenção. A gente (a ala governista do MDB) tem condição de ganhar. Obviamente, depende do processo de negociação (com o governo). Os resultados econômicos e sociais do Brasil são muito melhores do que os de um passado recente.”
Vaga de vice
Questionado se o apoio estaria condicionado a uma eventual vaga de vice, Renan respondeu:
“O MDB é muito importante para ampliar, do ponto de vista administrativo e ideológico, a candidatura do presidente Lula. Precisa construir uma frente mais ampla do que o PT e do que o próprio presidente Lula, a fim de ocupar o máximo possível do centro político, isolando o bolsonarismo na extrema direita. A divisão da direita e a retirada da candidatura do Tarcísio (de Freitas) ocorrem nessa direção.”
Renan também comentou a possibilidade de mudança na vice-presidência e elogiou Geraldo Alckmin.
“O presidente está verificando qual é a melhor aliança que amplia a possibilidade de reeleição”, disse, acrescentando que “o vice-presidente Geraldo Alckmin é um grande vice”.
Lula
Na última quarta-feira, Lula admitiu a possibilidade de não repetir a chapa com Alckmin. O presidente afirmou que tanto Alckmin quanto Fernando Haddad e Simone Tebet podem ser opções para a disputa em São Paulo.
“Nós temos muito voto em São Paulo e temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo. Eles sabem. A Simone (Tebet) também tem um papel para cumprir, também não conversei com ela”, disse o petista ao UOL.
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