Reforma ministerial de forma isolada não vai salvar o governo, diz Lira
O presidente da Câmara declarou que primeiras nomeações privilegiaram o Senado e que a Câmara tem sido menos contemplada com cargos e funções
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O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou em entrevista ao jornal O Globo que uma reforma ministerial, de forma isolada, não vai salvar a articulação política do governo Lula.
Ao jornal fluminense, Lira declarou que as primeiras nomeações privilegiaram o Senado e que a Câmara, apesar de – na visão dele – ter entregue mais ao governo, tem sido menos contemplada com cargos e funções estratégicas na Esplanada dos Ministérios.
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“É fato que é necessária uma reforma ministerial. As nomeações originais da Esplanada foram feitas no calor da PEC da Transição. Ainda acho que o Senado ficou mais prestigiado que a Câmara e, no final, a Câmara votou mais fácil com o governo do que o Senado. Existem partidos que estão menos representados e dão mais votos. O governo deve ajustar isso, se entender que é a maneira de conseguir apoios”, disse o presidente da Câmara.
Para ele, os deputados precisam ser protagonistas no rearranjo da Esplanada dos Ministérios. “Deve haver arrumação de baixo para cima. Só em cima, não salvará, não resolverá. O Lula é um animal político muito experiente, mas não pode estar na linha de batalha. Tem que ter gente brigando”, disse Lira.
Lira, sobre reforma ministerial: “Há desencontro no governo”
“Há um desencontro do governo com o próprio governo, entre áreas do governo. Não há uma sintonia. Mas, é o momento agora de tentar fazer, olhando para todos os aspectos, inclusive econômicos”, acrescentou Lira.
O presidente da Câmara negou que tenha sido procurado por integrantes do Palácio do Planalto para assumir um ministério no governo Lula. Lira é apontado como futuro ministro da Agricultura, embora o seu partido, o PP, ainda trabalhe para que ele assuma a Saúde. Lula, no entanto, resiste entregar essa pasta ao Centrão.
“Eu não falo sobre conjecturas. O ‘se’ não existe. Nunca tive conversas com Lula sobre ministério, nem com nenhum membro do governo”, disse Lira a O Globo. “Não tenho respostas para algo que nunca foi conversado. Minha obrigação é deixar a presidência com a cabeça erguida, com a sensação de dever cumprido”, acrescentou ele.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
31.01.2025 08:22Simplesmente Lula está incapacitado. Nas mãos dele nada será resolvido. Se não vai sair impeachment , que isolem o Nine, manda para uma clínica de idosos e toquem o país sem ele.