Ramagem imprimiu informações sigilosas, diz decisão de Moraes Ramagem imprimiu informações sigilosas, diz decisão de Moraes
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Ramagem imprimiu informações sigilosas, diz decisão de Moraes

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Wilson Lima
3 minutos de leitura 29.01.2024 17:04 comentários
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Ramagem imprimiu informações sigilosas, diz decisão de Moraes

Segundo a PF, o ex-chefe da Abin imprimiu documentos com informações de inquéritos eleitorais em curso que listavam políticos do RJ

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Ramagem imprimiu informações sigilosas, diz decisão de Moraes
Proposições Remanescentes do Dia Anterior. Dep. Delegado Ramagem (PL - RJ)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes destacou em sua decisão, que embasou a operação contra o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), a impressão de documentos sigilosos com informações de inquéritos eleitorais em curso na Polícia Federal que listavam políticos do Rio de Janeiro feita pelo atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Segundo relatório da PF, o então chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem, fez a impressão dos documentos em fevereiro de 2020 e que Luciana Almeida, umas das investigadas e antiga assessora de Carlos Bolsonaro, seria a intermediadora das demandas do interesse do vereador ao comandante da Abin.

A interferência sobre procedimentos não seria acontecimento avulso no período. A representação minudencia a descoberta de impressão, pelo Dr. Ramagem, em fevereiro de 2020, de informações de inquéritos eleitorais em curso na Polícia Federal que listavam políticos do Rio de Janeiro. A autoridade policial estabelece que a Sra. Luciana Almeida, antiga assessora de Carlos Bolsonaro, operara como intermediadora das demandas do interesse do Vereador a Alexandre Ramagem” diz a petição.

A troca de mensagens de Ramagem com Luciana

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que autorizou a operação da Polícia Federal (PF) contra Carlos Bolsonaro (Republicanos) foi baseada em uma troca de mensagens entre o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e a assessora do filho do ex-presidente. Essa troca de mensagens ocorreu também em 2020.

Para a Procuradoria Geral da República (PGR), a troca de mensagens flagrada no celular de Ramagem confirma a tese de que havia um sistema de monitoramento que beneficiava diretamente aliados de Jair Bolsonaro.

Ainda conforme a PGR, Luciana Almeidaassessora de Carlos Bolsonaro, operava como intermediadora das demandas do interesse do vereador com Alexandre Ramagem.

Quem foram os alvos da operação da PF?

Além de Carlos Bolsonaro e Giancarlo Gomes Rodrigues, também foram alvos nesta segunda:

Luciana Paula Garcia da Silva Almeida, assessora de Carlos na Câmara do Rio;
Priscila Pereira e Silva, assessora de Alexandre Ramagem (PL-RJ; foto ao centro) na Câmara dos Deputados.

Onde foram cumpridos os mandados?

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em diferentes localidades do país: Angra dos Reis/RJ (1), Rio de Janeiro/RJ (5), Brasília/DF (1), Formosa/GO (1) e Salvador/BA (1).

Nesta nova etapa da operação, a Polícia Federal busca avançar no núcleo político, identificando os principais destinatários e beneficiários das informações produzidas ilegalmente pela Abin.

Segundo informações obtidas pela PF, essas informações eram obtidas por meio de ações clandestinas, utilizando técnicas de investigação próprias das polícias judiciárias, mas sem qualquer controle judicial ou do Ministério Público.

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Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.

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