Ramagem estará de volta à Câmara. Saiba em qual missão
Presidente da Comissão de Segurança chamou ex-deputado para integrar núcleo auxiliar do colegiado
O novo presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, Coronel Meira (PL-PE), afirmou ao programa Meio-Dia em Brasília, de O Antagonista, que vai instituir um conselho externo para auxiliar o órgão.
Entre os nomes que vão compor esse sub colegiado estão o ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel e o ex-deputado federal Alexandre Ramagem. Ramagem perdeu seu mandato após condenação no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostamente integrar o núcleo crucial do grupo que tentou dar um golpe de Estado no Brasil.
“Não quero saber de ministro [dando esclarecimentos à Comissão], não quero saber de Governo Federal… Nós vamos trabalhar com a parte técnica. A parte técnica estando pronta, as coisas andam. Estamos criando um conselho, pela primeira vez. A ideia é que esse conselho avalie o que deu certo e o que deu errado no país”, declarou Meira.
Além de Pimentel e Ramagem, outro que fará parte desse conselho consultivo é o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PL-SP). “Segurança não pode ser ‘fórmula de bolo’ pronta como veio na PEC 18 [Proposta de Emenda Constitucional da Segurança Pública]. Precisamos de lei forte”, declarou o parlamentar.
Em dezembro do ano passado, a Mesa Diretora declarou a perda de mandatos tanto de Ramagem quanto de Eduardo Bolsonaro (PL-RJ).
Ramagem foi condenado pelo STF a mais de 16 anos de prisão, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
Após o trânsito em julgado da ação penal que apurou a atuação do “núcleo 1” na suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal determinou que a Mesa Diretora da Câmara declare a perda do mandato de Ramagem.
Após a decisão de Motta, o ex-parlamentar disse que seu mandato foi cassado “na canetada”, por “pura covardia” do presidente da Câmara, a quem chamou de “joguete de ditador”
“O presidente da Câmara dos Deputados cassou o meu mandato na canetada, pela Mesa da casa, por pura covardia. Uma decisão que não respeitou os requerimentos da própria Câmara, nem a vontade do voto em plenário, muito menos obedeceu ao texto claro da Constituição. Para isso, o presidente da Câmara falou: ‘Fiz o que tive que fazer’. Infelizmente, as palavras de um boneco marionete nas mãos de um ministro do STF. Covardia é ter consciência do que é certo e não fazê-lo. Não consegue ter a coragem de defender, na forma da lei, a sua própria instituição e os mandatos do parlamento. É um presidente de Poder subordinado a um ministro de outro Poder.”
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