Quem articula é Janja: “Lula me dá total autonomia” Quem articula é Janja: “Lula me dá total autonomia”
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Quem articula é Janja: “Lula me dá total autonomia”

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Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 15.04.2024 08:57 comentários
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Quem articula é Janja: “Lula me dá total autonomia”

“O meu papel é de articuladora”, disse a primeira-dama em entrevista à BBC: “Lula me dá total autonomia para que eu possa fazer o que faço. Essa linha de hierarquia não existe entre mim e meu marido”

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Quem articula é Janja: “Lula me dá total autonomia”
Reprodução/instagram

Em entrevista à BBC divulgada no domingo, 14 de abril, Janja da Silva (à direita na foto) afirmou que tem papel de articuladora política no governo Lula (à esquerda na foto) e que o presidente lhe dá total autonomia para exercer essa função. Ela falou para uma reportagem sobre o papel das primeiras-damas na América Latina.

Desde a campanha tenho dito que queria remodelar esse papel de primeira-dama – a esposa que hospeda chás de caridade e visita instituições filantrópicas. Esse não é o meu perfil. O meu papel é de articuladora, que fala sobre política pública. Podemos estar em espaços diferentes e falar com públicos diferentes quando necessário”, disse a primeira-dama à BBC.

Ela acrescentou: “Lula me dá total autonomia para que eu possa fazer o que faço. Essa linha de hierarquia não existe entre mim e meu marido. Trata-se de sair da caixa em que as primeiras-damas são sempre colocadas. Trata-se de não ter essa caixa. Ela pode fazer o que quiser“.

Chocada

Janja comentou também sobre as críticas que ela recebeu ao visitar as comunidades afetadas por enchentes no Rio Grande do Sul, sozinha, sem estar acompanhada do presidente. Janja se disse chocada com as críticas, que se referiam principalmente ao fato de ela não ter sido eleita e que, por isso, não poderia representar o presidente. Segundo Janja, não faz sentido que, no século XXI, as pessoas ainda discutam sobre o que uma primeira-dama poderia fazer.

Outro momento em que sofreu críticas por extrapolar o papel de primeira-dama foi por ocasião do encontro do G20. Janja foi a única entre os cônjuges de líderes de 18 países e da União Europeia a participar das sessões de negociações, as quais foram fechadas ao público e à imprensa.

O destaque de sua participação na reunião foi o sapato que escolheu para usar.

Em uma conferência eleitoral do PT, Janja respondeu às críticas: “Eu estava em uma reunião no G20 e todos ficam perguntando: ‘O que ela está fazendo lá com o presidente? Ela não foi eleita’. Dane-se, estarei sempre presente. Ninguém me concedeu aquele lugar. Eu o conquistei“.

Na verdade, a única coisa que Janja conquistou foi o coração do presidente, e isso não a credencia a participar de uma reunião de líderes mundiais.

Sem gabinete

Outra fala polêmica de Janja deu-se por ocasião de uma entrevista ao jornal O Globo. Na ocasião, ela expressou o desejo de ter um gabinete próprio no Palácio do Planalto, onde seu marido despacha com auxiliares: “Nos EUA, a primeira-dama tem. Tem também agenda, protagonismo, e ninguém questiona. Por que se questiona no Brasil?”, justificou.

Janja, além opinar em todas as decisões de Lula, como ele próprio admitiu, posiciona-se enfaticamente em questões de gênero, militando em torno das pautas progressistas.

A atuação de Janja da Silva é criticada não apenas pela oposição ao governo do presidente, mas também por pessoas de dentro do próprio Palácio do Planalto.

Não foi eleita

Sua participação em reuniões estratégicas do primeiro escalão e o seu papel na comunicação governamental incomoda o núcleo duro do governo. O uso que ela faz das redes sociais é percebido muitas vezes como inadequado ou excessivo, causador de polêmicas desnecessárias.

Janja, cujo nome nunca esteve na urna eletrônica, não foi eleita, nem sequer chegou a ser nomeada para o comando da Secretaria das Relações Institucionais, cargo com status de ministro de Estado ocupado oficialmente por Alexandre Padilha, com a atribuição de coordenação política do governo prevista desde a sua criação pela medida provisória nº 259, de 21 de julho de 2005, depois convertida na lei nº 11.204 de 5 de dezembro de 2005, ainda no primeiro mandato de Lula.

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