Quantos tanques o Brasil possui em 2026? E quantos vai comprar
O panorama dos carros de combate no Brasil em 2025 mostra um Exército em transição, com quantidade relevante de tanques
O panorama dos carros de combate no Brasil em 2025 mostra um Exército em transição, com quantidade relevante de tanques, porém com tecnologia defasada e frota envelhecida, o que pressiona o comando militar a buscar renovação mesmo sob fortes limitações orçamentárias.
Quantos tanques o Brasil possui em 2025 e como estão distribuídos
De acordo com fontes especializadas, o Brasil conta com 439 carros de combate no inventário, mas apenas cerca de 300 estariam efetivamente operacionais.
Muitos veículos estão parados por falta de peças, necessidade de revisões complexas ou desgaste natural de décadas de uso.
A frota é composta basicamente por três modelos de origem estrangeira, todos adquiridos de segunda mão entre as décadas de 1990 e 2000. A distribuição dos tanques do Brasil em 2025 é a seguinte:
- Leopard 1A1 – 128 unidades de origem alemã, compradas da Bélgica a partir de 1997.
- Leopard 1A5 – Cerca de 220 carros em serviço, com mira melhorada e pequenas melhorias na proteção.
- M60 A3 TTS – 91 exemplares norte-americanos, muitos passando por recuperação para prolongar a vida útil.
💥 @cmlexercito realizou a #OperaçãoMembeca, maior exercício de adestramento de suas tropas em 2025, para aprimorar a capacidade operacional da Força Terrestre em diferentes situações de combate.
— Exército Brasileiro 🇧🇷 (@exercitooficial) November 20, 2025
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Principais limitações atuais dos tanques brasileiros
Os carros de combate brasileiros pertencem majoritariamente à segunda geração, projetada nas décadas de 1960 e 1970.
Eles carecem de blindagem composta avançada, proteção ativa e sistemas digitais modernos, hoje considerados padrão em muitos exércitos.
As limitações mais citadas envolvem proteção insuficiente, defesa eletrônica limitada e poder de fogo defasado, com canhões de 105 mm diante de oponentes equipados com 120 mm ou 125 mm.
A idade de motores e transmissões aumenta panes e revisões, reduzindo a disponibilidade diária da frota.
Comparação dos tanques brasileiros com os vizinhos na América do Sul
No contexto regional, alguns países sul-americanos já operam blindados de terceira geração ou modernizados, como T-72B1 e Leopard 2A4.
Isso gera desnível tecnológico em poder de fogo, proteção e integração com sistemas de comando e controle.
Conflitos recentes elevaram custos e prazos de peças de reposição, afetando nações dependentes de componentes externos, como o Brasil.
Além disso, contratos de suporte para a frota Leopard 1A5 têm prazo definido, tornando a manutenção mais complexa no médio prazo.
O que é o programa Nova Couraça e qual é seu objetivo
Para enfrentar esse cenário, o Exército Brasileiro criou o programa Nova Couraça, voltado à modernização das forças blindadas.
O foco é substituir gradativamente Leopard 1 e M60 por um novo carro de combate principal e viaturas associadas.
O programa prevê a aquisição de pelo menos 65 viaturas blindadas de combate carro de combate, cerca de 78 viaturas de combate fuzileiros e intensa consulta ao mercado, buscando transferência de tecnologia e melhor integração com sistemas digitais de comando e controle.
Perspectivas para o futuro do poder blindado brasileiro
O ritmo de execução do Nova Couraça definirá o patamar dos tanques do Brasil em 2025 e na década seguinte. Atrasos podem reduzir ainda mais o número de veículos prontos, diante de frota envelhecida e dificuldades crescentes de manutenção.
Se a escolha de um novo carro de combate for oportuna e incluir participação da indústria nacional, o país pode recuperar terreno no cenário sul-americano.
A renovação adequada é decisiva para manter capacidade de dissuasão e operação eficiente em diferentes tipos de terreno e missões.
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