Protesto da esquerda contra anistia reuniu 6 mil pessoas, segundo USP
Ato ocorreu duas semanas após Bolsonaro reunir apoiadores em Copacabana para pedir anistia aos envolvidos no 8 de janeiro
O protesto convocado por organizações de esquerda neste domingo, 30, em São Paulo, reuniu 6.600 pessoas, segundo estimativa da Universidade de São Paulo (USP). A margem de erro é de 12%. Já em estimativa do departamento de Inteligência da Polícia Civil, o público presente foi de cerca de 5 mil manifestantes.
O ato contra o projeto de anistia para os condenados pelo 8 de janeiro também pediu a prisão de Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado.
A manifestação foi organizada com cerca de uma semana de antecedência e enfrentou resistência dentro da própria esquerda, com lideranças temendo baixa adesão.
Antes da divulgação da estimativa da USP, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) classificou o protesto como um sucesso.
O ato ocorreu duas semanas após Bolsonaro reunir apoiadores em Copacabana para pedir anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. Também segundo a USP, a manifestação no Rio de Janeiro reuniu 18,3 mil pessoas.
Como mostramos, os cálculos de diferentes entidades mostraram uma discrepância. Segundo o Datafolha, cerca de 30 mil pessoas participaram da manifestação convocada por Bolsonaro. Já a Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) divulgou um número muito mais elevado e afirmou que a manifestação reuniu 400 mil pessoas.
Bolsonaro réu
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, tornar réu o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete pessoas por envolvimento em uma trama golpista desencadeada entre o final de 2022 e início de 2023.
Além de Bolsonaro, também vão passar a responder criminalmente por uma tentativa de golpe de Estado no STF o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), o almirante e ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno, o tenente-coronel e o ex-ajudante de ordens da Presidência da República Mauro Cid, o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o general da reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto.
Todos vão responder pelos crimes de Golpe de Estado; tentativa de abolição violenta ao Estado Democrático de Direito; organização criminosa; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Após o recebimento da denúncia começa a fase de instrução processual, momento em que o STF coletará provas e depoimentos sobre o caso.
Com o recebimento da denúncia, o STF pode decidir no início do segundo semestre se Jair Bolsonaro será responsabilizado ou não pela trama golpista.
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Comentários (3)
Marcia Elizabeth Brunetti
31.03.2025 07:41Bom saber que eles também estão discordando para acabar com essa polarização. Chega de Bozo e Lule.
LEDI MACHADO DOS SANTOS
30.03.2025 20:33EsquerdoPaTas, que fiasco!😹
Marian
30.03.2025 19:426 mil? Boulos queria reunir 20 mil....na moral, não foi quase ninguém Hahaha