Prisão preventiva e audiência de custódia passam a ter novas regras
O Senado aprovou um projeto que modifica as regras para decretação de prisão preventiva e a condução das audiências de custódia.
O Senado brasileiro aprovou um projeto que modifica as regras para decretação de prisão preventiva e a condução das audiências de custódia.
Proposto pelo ex-senador Flávio Dino, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal, com parecer favorável do senador Sergio Moro, o texto visa estabelecer critérios objetivos para as decisões judiciais, tornando o processo mais seguro e eficaz, e também combate excessos de soltura durante audiências de custódia.
Com informações do Conjur.
Quais são os novos critérios para a decretação da prisão preventiva
O projeto aprovado determina que os magistrados considerem requisitos objetivos para avaliar a necessidade de prisão preventiva.
Os critérios analisam o comportamento do acusado e o risco da liberdade para o processo e a sociedade. Assim, os juízes deixam de depender apenas da gravidade do crime.
Entre os fatores principais que orientarão a decisão do juiz, estão:
- O modo de agir do acusado, especialmente se há premeditação ou uso sistemático de violência
- A possibilidade de repetição de crimes, principalmente se existem outros inquéritos ou ações penais em andamento
Como ficam as regras para converter prisão em flagrante em preventiva
O texto traz critérios claros para a transformação da prisão em flagrante em preventiva durante as audiências de custódia. O juiz deverá analisar diferentes aspectos do histórico do acusado e da gravidade dos fatos.
Essas diretrizes visam evitar a soltura de pessoas consideradas perigosas. Entre os pontos a serem considerados, estão evidências de prática reiterada de delitos e reincidência em crimes sob investigação.

Qual é o impacto de critérios rigorosos nas audiências de custódia
A definição de critérios rígidos para a audiência de custódia responde ao aumento nas liberações nessas ocasiões, que chegam a 39% dos casos.
O relator reforça que o objetivo não é extinguir as audiências, mas garantir parâmetros claros para evitar abusos e reincidências.
Com as novas regras, espera-se maior uniformidade nas decisões, protegendo a sociedade e tornando o processo mais transparente.
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Como a coleta de material genético será realizada a partir das mudanças
O projeto estabelece orientações para a coleta de material genético em casos de crimes violentos ou infrações com ameaça grave, fortalecendo a investigação criminal.
Em situações envolvendo organizações criminosas armadas, a identificação genética poderá ser solicitada pelo Ministério Público ou autoridade policial.
Esta medida reforça as ferramentas disponíveis para a resolução de crimes e acelera investigações, aplicando os procedimentos estabelecidos pela lei de 2009.
A proposta aguarda agora a sanção presidencial e, se aprovada, deve impactar positivamente o sistema judiciário brasileiro ao oferecer parâmetros definidos para prisões preventivas e audiências de custódia, promovendo maior segurança e eficácia no processo penal.
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